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Polícia investiga professores suspeitos de drogar crianças em pré-escola, no Taiwan
Foto: Reprodução

Funcionários do jardim de infância foram acusados por pais, após alunos testarem positivo para substâncias viciantes

Pais de alunos acusam professores de uma pré-escola em Nova Taipei, no Taiwan, de drogar crianças pequenas. A polícia local investiga cinco professores e o diretor de um jardim de infância, após oito alunos supostamente testarem positivo para vestígios de substâncias viciantes.

 

Em abril deste ano, os responsáveis pelas crianças registraram a denúncia na polícia, após os alunos demonstrarem sintomas atípicos, como alterações de humor, cólicas e cãibras. Acredita-se que as reações sejam fruto de abstinência de drogas altamente viciantes, supostamente oferecidas pelos professores do jardim de infância Baoren. Um professor também é acusado de usar punição corporal em crianças em idade pré-escolar.

 

Nos testes, foram encontrados vestígios das drogas psicoativas fenobarbital e benzodiazepínicos no organismo das crianças. A primeira é usada para tratar epilepsia, enquanto a segunda é um grupo de substâncias que provoca uma diminuição da atividade de neurotransmissores do cérebro, provocando sono. Não está claro por que as drogas, que não estão facilmente disponíveis, foram dadas às crianças, embora se pense que foi por causa de suas propriedades sedativas.

 

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Os suspeitos foram presos e a escola foi fechada, enquanto correm as investigações criminais. A instituição foi condenada a pagar uma multa de 150 mil dólares taiwaneses, aproximadamente R$ 23 mil. Em comunicado aos pais, o Jidibao Education Group, responsável pela escola, pediu desculpas e disse que “a verdade ainda não foi esclarecida”, mas reconheceu que as famílias foram “profundamente afetadas” pelo incidente. O grupo afirmou estar trabalhando para transferir as crianças para outras instituições.

 

PROTESTOS


O caso gerou revolta em Nova Taipei, a maior cidade do país, e mobilizou manifestantes, que contestaram a postura do governo diante do ocorrido. Segundo os pais, as autoridades demoraram a reagir às queixas iniciais, levando aproximadamente 22 dias para realizar os testes nas crianças. 

 

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Fonte: O Globo

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