O pai que estuprou e engravidou a filha duas vezes teve o mandado de prisão cumprido pela Depca
Policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prenderam um homem de 53 anos, condenado a 37 anos de reclusão por estupro de vulnerável contra a própria filha, que atualmente tem 30 anos.
Os abusos sexuais começaram quando a vítima tinha apenas 12 anos, em 2005, e se prolongaram até os seus 16 anos, em 2009.
Segundo a delegada titular, Juliana Tuma, a vítima passou a morar com o pai, principalmente para cuidar dos irmãos e das tarefas domésticas. Aos 12 anos, ele iniciou uma série de abusos e torturas que se prolongaram até os seus 16 anos. Atualmente, ela está com 30 anos.
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“Com o apoio da família, a vítima finalmente reuniu coragem para denunciar o próprio pai. Este caso serve como um lembrete de nossa responsabilidade, especialmente como mulheres, de criarmos uma rede de apoio para outras mulheres que sofreram ou estão sofrendo abuso sexual”, explicou a delegada Tuma.

O estuprador vai cumprir pena de 37 anos de reclusão
A vítima não registrou denúncia quando criança por medo das constantes ameaças e agressões. Em um momento em que tentou denunciá-lo, o pai a obrigou a se ajoelhar e a ameaçou de cortar sua língua.
Os familiares da vítima, incluindo seus irmãos, não tinham conhecimento dos abusos sexuais. Os irmãos, inclusive, eram vítimas de agressões físicas como forma de intimidá-la e impedi-la de denunciar os crimes. O pai punia os garotos para que ela se submetesse aos constantes abusos e torturas.
“É impossível imaginar a dor e o sofrimento psicológico que essa mulher carregou por tantos anos, desde a infância. Ela teve seus direitos violados, sua inocência roubada, por aquele que deveria protegê-la e amá-la. Diante dessa situação cruel, estamos tomando todas as medidas cabíveis para que ela receba o acolhimento e o apoio necessários para minimizar os traumas e sequelas que enfrenta”, finalizou a delegada.
DETALHES DO CRIME
O homem cometeu o abuso pela primeira vez, dizendo que gostaria de saber se a filha era virgem. A segunda vez ocorreu no momento em que todos dormiam, ele foi até o quarto e consumou o ato libidinoso e, após isso, os abusos passaram a ocorrer com frequência em momentos oportunos em que ficava a sós com a vítima.
Na época, a criança passou a resistir aos estupros sofridos pelo pai, foi quando ele começou a agredi-la fisicamente com terçado, corda, fio elétrico, que inclusive lhe causava choques.

Delegada titular da Depca, Juliana Tuma (Fotos: Divulgação)
Na primeira gravidez da vítima, o autor dos abusos cessou a violência sexual, mas continuou a agredi-la fisicamente com o objetivo de fazê-la perder o bebê. Além disso, ele a obrigou a ingerir medicamentos abortivos.
Aos 16 anos, a vítima engravidou novamente do próprio pai, também em decorrência dos abusos sexuais. Após essa segunda gestação, o homem finalmente parou de cometer o crime.
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DENÚNCIAS À DEPCA E SSP/AM
A PC-AM ressalta que nenhum crime ficará impune, e que quem notar atos suspeitos de abuso ou exploração sexual infantil, deve repassar aos números (92) 99962-2441, disque-denúncia da Depca, ou pelo 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM).