O interventor federal da segurança pública no Distrito Federal, Ricardo Capelli, anunciou na tarde desta terça-feira (17) a prisão de Alan Diego Rodrigues, um dos suspeitos de envolvimento com a tentativa de atentado a bomba ao aeroporto de Brasília desbaratada em 24 de dezembro. Alan deve ser acusado por crimes de atentado contra a vida, com uso de explosivos.
“A lei será cumprida”, afirmou o interventor na publicação.
Alan Rodrigues se entregou na delegacia de Comodoro, no oeste do Mato Grosso, onde vive, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expedir mandado de busca e apreensão baseados em informações advindas da investigação sobre o ataque a bomba. Pessoas próximas a Alan teriam sido contactadas pela delegacia e foi feita uma negociação para que o terrorista se entregasse.
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Ele era procurado desde dezembro quando outro acusado, o paraense George Washington Oliveira Sousa, foi preso e confessou à polícia os planos para explodir um caminhão com combustível de aviação, no aeroporto de Brasília, em plena véspera de Natal. Por sorte, o atentado foi desbaratado. Não pela polícia ou pelos serviços de inteligência, mas pelo próprio motorista do veículo que, ao notar algo estranho no eixo, acionou as autoridades.
O objetivo seria criar uma situação de caos e terror que justificasse uma suposta intervenção das Forças Armadas na política nacional com vistas, é claro, a manter Jair Bolsonaro (PL) no poder. No apartamento em que George Washington foi preso, a polícia encontrou um arsenal avaliado em R$ 160 mil que incluída a posse de dinamites.
De acordo com a investigação, o plano foi elaborado dentro do acampamento montado por bolsonaristas no Quartel-General do Exército, em Brasília. Além de Alan Rodrigues e George Washington, que estão sob custodia da Justiça, um terceiro suspeito, Wellington Macedo de Souza segue foragido. Alan e Washington teriam sido os responsáveis por fabricar a bomba e Wellington por implantá-la no veículo e fazer sua detonação à distância.
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Wellington é jornalista e recentemente trabalhou como assessor da ex-ministra bolsonarista Damares Alves, em 2019. Ele já cumpria pena por organizar atos antidemocráticos e estava foragido desde 2021, quando retirou a tornozeleira eletrônica que monitorava sua liberdade assistida.
Fonte: Revista Fórum