A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (10), o homem suspeito de estuprar quatro mulheres durante uma entrevista de emprego no Aeroporto Internacional do Recife Guararapes - Gilberto Freyre, na Zona Sul do Recife.
O suspeito, que não teve nome e idade revelados, era funcionário da empresa terceirizada que presta serviços de vigilância no aeroporto e estava atuando como recrutador para preenchimento de vaga de inspetor de segurança. Após as denúncias, ele foi desligado.
A prisão foi confirmada pelo delegado Augusto de Castro, da Delegacia de Boa Viagem. "Houve o cumprimento de mandado de prisão, e ele seguirá para o Cotel (Centro de Observação e Triagem, em Abreu e Lima)", disse.
Veja também

Prédio comercial desaba no Recife três dias após desabamento que deixou 14 mortos em Paulista
Nigerianos que viajaram 13 dias em leme de navio tinham comida para apenas três, diz Polícia Federal
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 7ª Vara Criminal da Capital. O suspeito estava escondido na casa do pai, no bairro do Ipsep, também na Zona Sul do Recife.
Segundo a Polícia Civil, duas vítimas têm 23 anos e outras duas têm 37. Três delas procuraram a Delegacia de Boa Viagem em 30 de junho, um dia após a entrevista de emprego que aconteceu numa sala do aeroporto. A quarta vítima procurou dias depois.
As mulheres contaram que, ao entrarem na sala para participarem da seleção de empreso, foram trancadas pelo suspeito. A "entrevista" aconteceu individualmente. O recrutador teria informado que "iria fazer uma revista nelas, tocando em partes íntimas nos corpos delas". Nesse momento, os abusos foram consumados, segundo depoimentos.
O suspeito foi indiciado pelo crime de estupro nos quatro inquéritos que estavam sob investigação. O resultado foi remetido à Justiça na última sexta-feira (7), conforme revelado pela coluna Segurança.
"No interrogatório, ele negou as acusações. Mas, pelas provas que colhemos durante a investigação, houve o indiciamento e pedido de prisão. Não posso dar mais detalhes porque o caso está sob sigilo", afirmou o delegado.
O delegado disse que o Ministério Público concordou com o resultado das investigações e já denunciou o suspeito à Justiça.
Em nota, a Polícia Civil informou que as "investigações prosseguem para saber se há outras vítimas".
DETALHES SOBRE O ESTUPRO NO AEROPORTO
Na última sexta-feira, em entrevista à TV Globo, uma das vítimas relatou que o recrutador mostrou que tinha uma arma no pênis, mandou ela colocar um canivete entre os seios e baixou a calça dela. O suspeito argumentou que a ação era necessária para simular uma revista íntima para identificação de drogas em passageiras.
"Ele, literalmente, baixou minha calça. Eu não tive reação, não sabia o que fazer naquele momento. Eu fiquei congelada. Eu entrei em choque. Eu sabia que ele tinha me mostrado uma arma, tinha um canivete ali, naquele local, a porta estava trancada. Quando ele baixou a minha calça, foi muito rápido. Minha calça era folgada, então ele 'ingeriu' o dedo na minha parte íntima, me molestou totalmente, abusou com os dedos. Não tive como me defender porque não tive ação", relatou.
PEDIDO DE INDENIZAÇÃO NA JUSTIÇA
As mulheres devem entrar na Justiça para pedir uma indenização à empresa onde o suspeito trabalhava.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter, Youtube e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
"A gente entende que é necessário adotar medidas tanto no âmbito criminal quanto no cível, a título indenizatório, em face da empresa, tendo em vista que o fato aconteceu dentro da empresa. Também estão sendo estudadas medidas no âmbito cível contra o agressor", afirmou o advogado José Albérico Santos.
Fonte: Jornal do Commercio