Delegada titular da Depca, Juliana Tuma, confirmou prisão da indígena que prostituiu a filha adolescente
A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), cumpriu mandado de prisão temporária de uma mulher, 31, indígena, por explorar sexualmente a própria filha, de 13 anos e em decorrência da exploração sexual, a adolescente engravidou.
O delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, destacou que, até o momento, a Depca registrou 4 mil Boletins de Ocorrência (BOs) em relação a violências contra crianças e adolescente e efetuou mais de 130 prisões por crimes sexuais.
De acordo com a delegada titular, Juliana Tuma, o caso da adolescente chegou ao conhecimento da Depca por meio do Conselho Tutelar da zona norte e da escola da vítima. A rede de proteção soube que a vítima estava gestante há três meses e a gravidez seria fruto de exploração sexual por parte da mãe.
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Em depoimento especial, a adolescente contou que saiu de uma comunidade no interior de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) para Manaus, em razão de ter sido abusada sexualmente pelo próprio pai, quando tinha 9 anos. Entretanto, em um certo dia, a mãe a levou para um motel para explorá-la sexualmente.

Delegado-geral adjunto Guilheme Torres, falou do alto
numero de resigtros de abusos sexuais contra
crianças neste ano de 2024
A partir de então, a vítima passou a ser levada para diversos motéis, com diversos homens. A autora costumava esperar a adolescente chegar da escola, para explorá-la, e cobrava entre 15 a 20 reais.
“Inclusive, anexamos ao procedimento as transferências Pix que os abusadores faziam para a mãe. Os abusos sexuais eram sem preservativos, e alguns deles eram filmados. A adolescente não aguentou mais a situação e contou na escola o que estava passando, e a unidade de ensino, por sua vez, acionou o Conselho Tutelar”, contou a delegada Tuma.
Em decorrência das relações sexuais sem preservativo, a vítima engravidou. Ela foi encaminhada ao Serviço de Atendimento à Vítima de Violência Sexual (Savvis), mas não foi possível fazer o aborto sentimental, então ela foi levada a um lar de acolhimento.
“Em um primeiro momento, a Depca considerou como última medida a prisão cautelar da mãe, mas descobrimos que ainda que afastada, com medida protetiva, a mãe estava tentando ir ao abrigo, fazia as visitas assistidas, tentando persuadir e culpabilizando a vítima. Então não tivemos outra alternativa, a não ser representar pela prisão da genitora”, mencionou a titular da Depca.
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Depca já realizou mais de 130 prisões por crimes de
abuso contra crianças e adolescengte este ano
A prisão temporária da autora foi cumprida na data de ontem, ocasião em que a equipe policial da Depca também apreendeu o aparelho celular dela.
Os policiais apreenderam o celular para que a gente consubstanciasse, também dentro do caderno investigativo, outras provas que sejam necessárias ao Ministério Público para subsidiar a ação penal.
Em interrogatório, a mãe admitiu o crime, mas tentou justificar alegando que a filha queria ajudá-la financeiramente, aos 12 anos.

Delegada Tuma confirmou que a menina já tinha
sido estuprada aos 9 anos pelo próprio pai
em Parintins (Fotos: Divulgação)
Para os familiares, a mulher disse que a gravidez da adolescente seria fruto de uma relação com um adolescente, que não ficou em nenhum momento evidenciado.
A adolescente, aos nove anos, foi vítima de muitas vulnerabilidades praticadas pelo seu pai, que já está respondendo por estupro de vulnerável na Comarca de Parintins.
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A mulher responderá por exploração sexual contra criança e adolescente e está à disposição da Justiça.