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Policiais femininas são agredidas com pedaço de madeira por agente da PM em curso no CE
Foto: Reprodução

Identificado como cabo da PM do Tocantins, Rafael Ferreira Martins ainda não foi afastado do cargo; episódio aconteceu em maio

A Delegacia da Mulher do Ceará investiga o caso de pelo menos 21 agentes femininas agredidas com um pedaço de madeira por um cabo da Polícia Militar do Tocantins em um curso de defesa pessoal ministrado pela Secretaria de Segurança Pública do estado do Ceará. Até a noite desta quarta-feira, o homem, identificado como Rafael Ferreira Martins, ainda não havia sido afastado do cargo na corporação.


Segundo o g1, o curso aconteceu em maio, mas as denúncias vieram à público recentemente. As aulas, distribuídas em quatro semanas, treinaram mulheres militares dos estados de Pernambuco, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Piauí, e tinham como ideia desenvolver técnicas de defesa pessoal, salvamento e técnicas operacionais policiais.

 

A vítima que denunciou o caso é uma policial do Maranhão, e não foi identificada. Segundo ela, um dos instrutores alegou, no oitavo dia de aula, que “um pedaço de sua pizza havia sumido”. O fato teria motivado as “punições” a ela e outras 21 mulheres mulheres, que sofreram agressões com ripas de madeira nas nádegas.

 

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Em nota, a Secretaria de Segurança do Ceará, responsável pelo curso, diz que há um inquérito policial instaurado “para apurar o fato (...) na Delegacia de Defesa da Mulher, onde foram realizadas oitivas e a vítima recebeu todo acolhimento, além de ser encaminhada para a realização de exame de corpo de delito”.

 

Em publicação nas redes sociais, a vítima relatou o caso. Como legenda para as fotos onde aparece com vários hematomas na região das nádegas, ela escreveu: “Sim, essa sou eu, vítima de um macho escroto que se diz instrutor de curso! Um cabo da polícia militar do Tocantins, que mesmo depois do ocorrido está sendo ovacionado pela instituição e por todos que participaram do curso. Curso tático feminino deveria, sim, ser direcionado apenas para mulheres”.


Ainda segundo o g1, o autor das agressões ainda não foi removido do cargo na Polícia Militar do Tocantins. Procurada pelo GLOBO, a polícia do estado diz que “a supervisão do referido curso coube exclusivamente à instituição Promotora do evento, a qual, inclusive já está apurando os fatos devidamente”, e declara, também, que, “ao tomar conhecimento das informações por meio da imprensa, entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Governo do Estado do Ceará, solicitando toda a documentação existente sobre caso, para avaliação".

 

Foto: Reprodução/Instagram

 

TRAUMA


A vítima que decidiu fazer a denúncia tem passado, desde então, por tratamento psicológico para lidar com o trauma. Além disso, desistiu de participar do curso e já retomou o cotidiano profissional.

 

— A agressão dói na hora, mas o que fica é a dor psicológica. Dói e te move a fazer o que estou fazendo. Não tem sido fácil. Eu saí do curso, mas o curso não saiu de mim até hoje. Estou em tratamento (terapêutico). Estou tendo total apoio dos meus chefes, por isso que estou aguentando e tendo essa coragem de levar até o fim. É a primeira vez que isso acontece — disse, em entrevista ao g1.

 

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Fonte: O Globo

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