Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Um grupo de policiais militares da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Lábrea, município da mesorregiao amazonense do Purus, a 885 quilômetros de Manaus, voltou a ser denunciado por crimes ambientais em áreas de mata da Reserva Extrativista do Rio Ituxi, a 3,5 horas de lancha daquela cidade.
De acordo com moradores locais (vejam vídeos que viralizaram nas redes sociais da região), os policiais acusados "teriam um longo histórico de crimes contra a fauna em áreas de proteção ambiental e indígena".
Segundo informações, os policiais se aproveitariam da ação conjunta da Polícia Militar e da Unidade Avançada do ICMBIO durante repressão a crimes ambientais na Resex Ituxi e no Médio Rio Purus (MRP), "para em dia de folga virarem caçadores, armados e fardados".
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Nessas novas denúncias, os policiais aparecem em dois vídeos após terem abatido um filho de anta, de acordo com extrativistas da reserva do Médio Rio Purus, com menos de oito meses, que teria se perdido sob disparos de escopeta calibre 12. Sobre o assunto, os moradores da região acreditam que a arma usada no abate do animal "pertença à própria corporação".
Nos vídeos também é possível identificar um militar de patente superior que participou da caçada e se escondeu em um acampamento improvisado para esperar caças (local construído no meio da floresta para garantir um abate certeiro), se vangloriar do sucesso que teve a colegas de farda que deixaram de ir à caçada em que o filhote de anta foi abatido.
Uma outra seção dos vídeos mostra outro policial zombando do animal abatido e tenta confundi-lo em relato a outro colega de farda como se o filhote de anta que matou fosse "paca". Possivelmente, "ele tentou despistar a gravidade do feito, minimizando a relevância do crime que cometera", disse um ex-Gestor da Unidade Avançada do ICMBIO, em Lábrea, que integra o departamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, para quem os vídeos foram enviados por moradores da região.
Em conversa com o servidor, o "PORTAL DO ZACARIAS" foi informado que "os vídeos atestam e exibem o abate do filhote de Anta coo se fosse um grande troféu aos policiais militares". Segundo disse, ainda, "trata-se de uma prova cabal de crime contra a fauna e animais silvestres, devendo ser autuados por força do Art. 29, da Lei Nº 9.605 (Lei de Crime Ambiental) e por porte ilegal de arma de fogo (+ munições)".
Outro interlocutor ligado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) consultado, em Brasília, atestou ao "PORTAL DO ZACARIAS" que os acusados de terem abatido o filhote de Anta, também, poderão ser alcançados, ainda, em cinco novos crimes.
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Trata-se dos crimes contra a flora, poluição de rios (descarte de garrafa PET e lixo), em lagos, lacustres, igapós e outros crimes ambientais (desfolhagem ilegal de árvores para construir acampamentos), crimes contra o ordenamento de patrimônio e contra a administração ambiental, já que há "rumores de que sempre teriam feito uso de lanchas e veículos da Unidade Avançada do ICMBIO, sediada em Lábrea, no sul do Estado do Amazonas", arrematou a fonte anônima sob sigilo da identidade.
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