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Policial Militar da Rota morto no Guarujá desistiu de ir à boate Kiss na noite de incêndio para ficar com a avó
Foto: Reprodução

Tragédia na casa noturna do Rio Grande do Sul deixou 242 mortos em 2013; família de Patrick Bastos Reis o considerava um sobrevivente

Morto enquanto fazia patrulhamento na comunidade Vila Zilda, no Guarujá, no último dia 27, o soldado da Rota Patrick Bastos Reis era considerado um "sobrevivente" da boate Kiss pela família dele. O agente estava com tudo certo para ir com a namorada à casa noturna de Santa Maria, no Rio de Grande do Sul, na noite de 27 de janeiro de 2013, mas desistiu da festa para ficar com a avó. Naquela data, um incêndio deixou 224 mortos e mais de 600 feridos na casa noturna.

 

A avó do soldado, Nilza Bastos, confirmou a história ao jornal "Estado de S. Paulo". Na época, Patrick Bastos Reis tinha apenas 20 anos.

 

— Depois que fiquei viúva, o Patrick passou a ficar muito em minha casa e, naquela noite, ele apareceu para ficar comigo — contou Nilza, que tentou convencer o neto a não se mudar para ser policial em São Paulo. — Eu não queria que ele fosse pois sabia que era uma cidade violenta, mas ele queria ir para combater os bandidos. Era o sonho dele, o que eu podia fazer?

 

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Patrick nasceu e cresceu em Santa Maria. Segundo Nilza, ele vivia na casa dos avós e costumava acompanhar o avô em partidas de futebol. Numa dessas peladas, o neto viu da beira do gramado o avô passar mal e morrer.

 

— Ele precisou de acompanhamento médico — relembrou Nilza, ao jornal.

 

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na madrugada desta quarta-feira, o irmão do homem apontado como o autor do disparo que matou o soldado da Rota. Segundo a polícia, ele é o último suspeito de envolvimento na morte do militar.


De acordo com secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, o suspeito é irmão de Erickson David da Silva, o Deivinho, que já está preso. Apenas o primeiro nome, "Cauã", foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública. Ele se apresentou durante a madruga no Palácio da Polícia, mas, como tinha um mandado de prisão em aberto, foi preso após prestar depoimento.

 

Além dos irmãos, outro homem continua preso por participação no crime. Na sexta-feira, um criminoso que também estava envolvido no assassinato do policial morreu ao entrar em confronto com a PM.

 

A morte de Reis desencadeou a operação Escudo e até o momento, já teve 14 mortos.

 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou na tarde desta terça-feira que subiu para 14 o número de mortes decorrentes das ações policiais realizadas desde a última sexta-feira na Baixada Santista, no litoral Sul do estado.

 

Tarcísio se referiu aos confrontos entre criminosos e policiais como um "efeito colateral" da estratégia que visa a "asfixiar" o crime organizado que controla a região. O governador afirmou que eventuais "excessos" por parte das forças de segurança serão investigados e, se confirmados, haverá punição.

 

A Ouvidoria das Polícias tem recebido constantes denúncias de abusos policiais de moradores da região, e a Defensoria Pública de São Paulo também foi acionada. O Ministério Público (MP-SP) designou três promotores de Justiça da Baixada Santista para, junto ao Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (GAESP), investigarem as ações da Polícia Militar na Baixada.

 

Nesta terça-feira (1) dois policiais foram baleados por criminosos em Santos. Segundo a SSP, uma policial foi baleada pelas costas no bairro Campo Grande quando fazia patrulhamento. Em seguida, os criminosos fugiram em direção ao morro São Bento, onde entraram em confronto com policiais de uma viatura do BAEP.


Na troca de tiros, um outro militar foi atingido com um tiro na perna e um dos criminosos morreu após ser baleado. Os dois policiais foram hospitalizados e, segundo a polícia, não correm risco de morrer.

 

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Mesmo após a prisão dos envolvidos no assassinato do policial, a Operação Escudo continua em toda a Baixada Santista, região com intensa presença do crime organizado. 

 

Fonte: O Globo

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