Versão do policial é contestada por motorista da moto; segundo ele, disparo ocorreu após vítima descer da moto
Um homem de 32 anos foi morto por um policial rodoviário na tarde dessa sexta-feira (16/2) na altura do km 61 da Rodovia Anchieta, próximo à Alemoa, em Santos. Luan Santos era atendente de uma farmácia em São Paulo e estava na garupa da moto de um amigo quando foi baleado. A versão é questionada pelo motorista.
Em depoimento, o policial Rafael Cambui Mesquita Santos, major da Polícia Militar, disse que o tiro que atingiu Luan foi acidental. Segundo ele, sua arma teria disparado de dentro da viatura.
Rafael afirmou que a equipe avistou duas motocicletas de grande porte que trafegavam em atitude suspeita e, por isso, decidiu abordar os condutores. Nesse momento, segundo o relato, teria começado uma perseguição.
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Segundo o registro, os policiais conseguiram se aproximar da moto em que estava Luan. O motorista do veículo teria freado de maneira brusca, obrigando os policiais a fazer o mesmo. Nesse momento, diz o relato, teria havido um acionamento acidental do gatilho.
Mesmo após ser baleado, de acordo com a versão do PM, Luan teria descido da moto, jogado algo no rio e sentado no chão. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.
O condutor da moto afirma que, na verdade, não houve resistência à abordagem e que o disparo teria acontecido quando a viatura e a moto estavam paradas. Luan, segundo ele, teria sido baleado enquanto descia da viatura, sem oferecer perigo aos policiais.
O motorista da moto diz que as câmeras de monitoramento da Ecovias, concessionária que administra a Rodovia Anchieta, serão capazes de confirmar sua versão.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial no 7° Distrito Policial (DP) de Santos.
BATE-VOLTA EM SANTOS
Segundo familiares, Luan Santos foi convidado de última hora para ir até Santos com amigos para “comer um camarão”.
“Ele estava com o Paulo [motorista da moto] comendo um açaí, quando esse outro amigo deles, que é policial civil, chamou para ir para a praia comer um camarão, ficar de boa lá. Eles foram de última hora”, diz um tio, identificado apenas como Carlos.
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“O moleque era de boa, moleque trabalhador. Se fosse bandido a gente falava, mas não era. Esse major da PM apresentou uma versão que não tem nada a ver. O disparo não foi acidental, pode ter certeza”, conclui o tio.
Fonte: Metrópoles