O juiz Bruno Rodrigues Pinto, da Central de Audiências de Custódia, decidiu pela prisão preventiva do policial penal Marcelo de Lima. O agente penitenciário é acusado de matar o cinegrafista Thiago Leonel Fernandes da Motta e ferir Bruno Tonini de Moura, num bar nas imediações do Maracanã, após o jogo do Flamengo contra o Fluminense, neste sábado por volta de 22h40.
No documento, o juiz aponta que Thiago Leonel e Bruno Tonini tinham acabado de sair do jogo de futebol no Estádio do Maracanã, momentos antes da ocorrência. Eles foram até o bar na Rua Isidro de Figueiredo, próximo ao estádio, quando a briga começou e o agente penitenciário teria efetuado disparos de arma de fogo contra as duas vítimas.
Uma das testemunhas afirmou que logo após os disparos, Marcelo de Lima tentou fugir do local, mas foi rendido logo em seguida por policiais militares .
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“É de se ressaltar que esse não é o tipo de comportamento esperado por aqueles que agem de acordo com a lei, ainda mais no caso em tela, em que o custodiado é um agente de segurança pública, conhecedor das normas, sobretudo as penais”, afirma o juiz Bruno Rodrigues Pinto De acordo com quem estava no local e foi ouvido preliminarmente pela Polícia Civil, a discussão teria ganhando força rápido.
Muitos torcedores estavam reunidos no local para acompanhar a partida, que era disputada no estádio pelo Campeonato Carioca. Em vídeos que circulam em redes sociais, é possível ver que o bar estava lotado. Nas imagens, após os disparos, as pessoas aparecem tentando se proteger, abaixando ou procurando abrigo no interior do estabelecimento.
“Pelo menos cinco disparos de arma de fogo, ocasionando a morte de uma pessoa e graves lesões em outra, expondo a perigo diversos outros moradores e torcedores que haviam saído, momentos antes, do estádio do Maracanã. Tais circunstâncias revelam a personalidade extremamente violenta e desajustada do custodiado, demonstrando ser um risco à paz social”, disse o juiz ao converter a prisão em preventiva.
O policial penal será transferido nesta segunda-feira do presídio Frederico Marques para a Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, destinada a policiais civis e penais da ativa. Marcelo era do Grupamento de Intervenção Tática (GIT), unidade especial para atuar em rebeliões em presídios e fazer a escolta de presos perigosos. Ele trabalhava há 22 anos na Seap, sendo 18 no grupo de elite da secretaria.
O policial penal teria sacado a arma durante a discussão e ferido Thiago Leonel , que caiu no chão. Ao continuar atirando, ele matou o homem, e feriu, em seguida, o amigo Bruno Tonini Moura, que foi socorrido em estado grave para o Hospital Badim, no mesmo bairro. Os dois amigos são torcedores do Fluminense. Thiago era cinegrafista e já integrou produções da Globoplay e de outras plataformas de streaming. Em homensagens nas redes sociais, quem conheceu Thiago o define como talentoso e um grande entusiasta da arte e da boêmia.
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Fotógrafo e cinegrafista , ele ainda formou, ao lado de um grupo de amigos, o Samba Pra Roda, que aconteceria neste domingo. Os encontros se tonaram recorrentes a partir de 2017, quando, em seu aniversário, formou pela primeira vez a roda de samba, tornando o Bar do Omar, em Santo Cristo, mesmo bairro do Morro do Pinto, onde Thiago era morador. “Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim…”, finaliza a postagem do perfil do Samba Pra Roda.
Fonte:Terra