Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Entidades civis organizadas do sul do Estado por seus dirigentes inconformados com a atuação dos órgãos de controle garantiram, nesta terça-feira (12/11), que pretendem nas próximas horas acionar o Judiciário Estadual e Federal para promovam nas comarcas acreditadas na mesorregião amazonense do Purus.
A justificativa é que “processos envolvendo autoridades e agentes municipais não avançam ante a uma suposta fragilidade dos órgãos de controle acreditados nesta parte do Estado”, afirmam dirigentes de associações de assentados do Incra, em Apuí, Humaitá, Lábrea, Canutama, Boca do Acre, Pauini, Canutama, Beruri e professores e profissionais da saúde.
As entidades em questão, apesar da boa atuação da Corregedor-geral de Justiça, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, “ele, sozinho, não é capaz de destravar a engrenagem da roldana que moveria uma suposta inércia envolta em crimes aparentes atribuídos a serventuários de Cartórios na região, como a que afastou das funções a cartorária Luciana Barroncas por suspeitas de má conduta”, agora, funcionando no próprio prédio da família.
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- O cartório da senhora Barroncas só mudou de lugar, reclamam jurisdicionados da Comarca de Lábrea, ouvidos pela reportagem.
Enquanto isso, pesa sobre o prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros e o secretário da Educação, Jesus Batista, suspeitas antigas de enriquecimento ilícito durante o exercício da função.
Só do Instituto Lábrea-PREVI teriam sido desviados cerca de R$ 12 milhões cujo translado do dinheiro à Manaus teria sido feito numa embarcação pertencente ao empresário do ramo da Internet conhecido como Iran. A reportagem procurou Iran durante e após as eleições deste ano, mas funcionários informaram que “ele havia ido ao interior para desativar o sistema de telemedicina mantido pela prefeitura local”.
Acusado de supostos desvios de dinheiro, além de assédio sexual e moral contra professoras, é o secretário de educação, Jesus Batista (candidato derrotado na chapa de Mabir Caizo a prefeitura), ele é suspeito de desvios de recursos do Fundo Municipal de Cultura. Segundo servidores afastados por apoiar oponentes, “pagou milhões a cantores nacionais enquanto professores e servidores amargam pobreza e miséria, todos, ainda, sem o rateio do Fundeb e Fundef”.

Na educação básica, creches inacabadas
Um membro da família Batista, o Diretor-Presidente do Instituto Municipal de Previdência Social, Rosifran Batista, apesar de denunciado e condenado a ressarcir o erário público, não quis comentar sobre o “o paradeiro dos R$ 1 milhões sacado na boca do caixa pelo prefeito Gean Barros”. O dinheiro pertence aos servidores em vista de se aposentar, “e não há um centavo nos cofres para isso”, eles se queixam.
Rosifran é visto se apresentando com rica aparelhagem de som nos cultos de uma das congregações da Assembleia de Deus. “Ele se transformou num dos féis mais ricos e empoderados do show gospel do Purus”, relatam segurados da Previdência. À frente do Lábrea-PREVI, Rosifran Batista tornou-se dono de um dos sítios/fazenda mais luxuosos ao longo da BR-230.
O ainda prefeito Gean de Barros, segundo historiador local, “é com certeza, o político mais rico do Purus”. Ele é conhecido como “O Imperador do Purus”, uma suposta comenda dada a ele pelo deputado federal Átila Lins (PSD) tamanho o poderio do seu patrimônio, calcado em 15 postos de combustíveis, mansões no litoral do Rio de Janeiro, nordestino e outra em Miami, no Estados Unidos.

Situação semelhante viveria a primeira-dama do município de Lábrea, ao copiar o status de mulheres milionárias entre políticos e prefeitos amazonenses. Segundo o mesmo historiador – que terá a identidade mantida em segredo -, “ela seria dona de clínica especializada em tratamento dermatológico e rejuvenescimento”. Além de torna-se colecionadora de joias durante as gestões do marido, enquanto prefeito”.
De acordo com o historiador anônimo, políticos oponentes e analistas, para tirar o município de Lábrea do fundo do poço, “é preciso que os novos governantes, afora Câmara, acionarem a Polícia Federal, os tribunais de Contas e o Judiciário”. Além do Ministério Público (Estadual e Federal) para frear a farra dos saques milionários nas agências bancárias por Gean de Barros”.
Segundo apontaram, Gean e o grupo dele só temem, na verdade, o Grupo de Operação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público (MPE-MPF) ao destacarem que, “as recomendações do Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado (TJAM-TCE-AM), tem sido encarada por esses gestores públicos como fichinha”.
“Do contrário, todos eles já estariam cumprindo penas e ressarcido o erário público (Estadual e Federal), de acordo com o patrimônio acumulado nos últimos 40 anos que tomaram a prefeitura de Lábrea e estão no poder”, arremataram as mesmas fontes.
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