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Poluição visual está reduzindo o tamanho dos olhos dos pássaros, diz estudo
Foto: Reprodução

A exposição exacerbada às luzes artificiais já tem sido associada a prejuízos para o sono, e mesmo a malefícios para a visão das pessoas. Não é à toa que as queixas sobre a má qualidade do sono estão cada vez mais comuns. Da mesma forma, é preciso considerar que os animais também tendem a ser afetados pela poluição visual.

 

Segundo um estudo publicado na revista Global Change Biology, há pássaros que estão se adaptando às luzes das cidades. Para chegar a essa conclusão, mais de 500 espécies presentes nos Estados Unidos foram analisadas.

 

Dentre elas, duas residenciais: carriça-carolina e cardeal-do-norte, presentes em San Antonio, no Texas. Duas espécies migratórias, a estamenha pintada e o vireo-griseus, também foram considerados para este estudo.

 

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ANALISANDO MUDANÇAS NOS PÁSSAROS

 

(Fonte: Getty Images)

 

Os estudiosos levaram alguns aspectos em consideração nas medições, avaliando os níveis de luz e ruído em diferentes períodos do dia. O objetivo era descobrir se algum desses elementos estaria exercendo influência sobre o corpo das aves, seja na massa ou mesmo no tamanho dos olhos desses animais.

 

Segundo o estudo, os pássaros estamenha pintada que habitavam as regiões centrais foram considerados menores, quando em comparação com as aves da mesma espécie das áreas periféricas.

 

Mas neste caso em específico, os estudiosos consideraram que isso ocorreu devido às diferenças entre os habitats analisados, já que as regiões centrais apresentavam aves mais jovens.

 

Mas por que isso ocorre? Pesquisadores acreditam que os animais mais jovens estariam permanecendo nos ambientes mais iluminados e barulhentos — e, portanto, desfavoráveis —, possivelmente porque não conseguem competir com as aves mais velhas que ocupam locais com menos estímulos.

 

Além disso, os estudiosos constataram que os pássaros cardeal-do-norte e a carriça-carolina, presentes nas áreas urbanas, apresentam olhos 5% menores que as aves que circulam nas demais regiões. Curiosamente, isso não foi percebido entre as aves migratórias estamenha pintada e o vireo-griseus.

 

O QUE ESSAS MUDANÇAS REPRESENTAM?

 

Mudanças observadas nas aves atuam como filtros e favorecem aquelas que melhor se adaptam ao ambiente. (Fonte: Getty Images)

Fotos:Reprodução

 

Segundo o estudo, essa mudança se torna favorável ao considerar que olhos menores podem representar um menor incômodo com as luzes, constituindo, assim, uma vantagem evolutiva.

 

Partindo do pressuposto que as aves migratórias possivelmente apresentam uma maior dificuldade para permanecer em áreas urbanas, Todd Jones, principal autor do estudo, destacou: "é importante compreender como gerir esses ambientes para as aves que talvez não estejam adaptadas às zonas urbanas."

 

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Essas descobertas abrem novas perspectivas. Ao mesmo tempo, elas ressaltam a importância de identificar outras mudanças que os animais possam apresentar em meio ao convívio nas áreas urbanas — algo essencial, se considerarmos que o declínio das aves já se tornou uma realidade em diversas localidades. 

 

Fonte: MegaCurioso

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