Onda de Teahupoo, no Taiti, é conhecida por ser perfeita e, ao mesmo tempo, perigosa por conta da bancada de corais
O surfe é uma das modalidades com mais chances de medalha do Brasil em Paris-2024. A sede olímpica é em Teahupoo, no Taiti — a cerca de 15 mil km da capital francesa. O local é conhecido pelos tubos perfeitos e, ao mesmo tempo, perigosos, já que quebram em uma bancada rasa e afiada de corais. Por conta das características da onda, os surfistas buscam justamente esse tipo de manobra para alcançar as maiores pontuações.
A forma que cada atleta percorre o caminho dentro do tubo é o que costuma chamar a atenção dos juízes, que analisam as baterias com uma visão frontal ao mar. O tamanho da onda e o posicionamento do surfista são outros fatores que mais influenciam na pontuação. Por exemplo, quanto mais a prancha do surfista desaparecer na onda, a tendência é que a nota seja mais bem avaliada.
Para que isso aconteça, ele precisa ficar mais profundo possível no tubo, o que leva o termo deep (profundo) nos jargões do surfe. Nessa situação, a dificuldade de completar a manobra aumenta consideravelmente, já que o surfista tem que lidar com uma bola de espuma ao longo do percurso no tubo, que é chamada de foam ball (bola de espuma).
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Quem é goofy ,ou seja, que surfa com o pé direito à frente da onda pode tirar vantagem dessa "barreira" na onda. É o caso do brasileiro Gabriel Medina, considerado um dos melhores surfistas nos tubos para a esquerda de Tehupoo. Enquanto o regular, como Filipe Toledo e João Chianca, costuma ter mais dificuldade em colocar velocidade para sair do foam ball.
Em caso de mar pequeno em Teahupoo, as manobras mais progressivas, como os aéreos, passam a contar mais na pontuação, mas, ao mesmo tempo, o tubo continua sendo prioridade nos critérios de julgamento. Isso ocorre porque quanto maior o tamanho da onda, mais probabilidade da onda ser tubular.
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O Brasil é o único país com seis representantes na Olimpíada. Gabriel Medina, Filipe Toledo e João Chianca disputam, nesta segunda-feira, as oitavas de final, enquanto Tatiana Weston-Webb, Tainá Hinckel e Luana Silva seguem na briga no feminino. As duas últimas se enfrentam na mesma bateria.
Fonte: O Globo