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Por falta de professores, centenas de crianças e adolescentes estão fora da escola no município de Codajás. Prefeito Antônio Ferreira dos Santos nada faz para reverter a situação. VEJA VÍDEO
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - No município de Codajás, a cerca de 239 quilômetros de Manaus, o índice de crianças em idade escolar fora da rede de educação básica e infantil parece não preocupar autoridades locais desde a pandemia de Covid-19, que deixou mais de 300 mil crianças e adolescentes excluídas da educação no estado do Amazonas.

 

Na cidade e na zona rural, pais de alunos que insistem em colocar os filhos na escola, fizeram um forte apelo ao prefeito do município, na quarta-feira (22), através do “PORTAL DO ZACARIAS”, para que crianças e adolescentes não fiquem sem acesso à educação, ainda este ano.

 

Moradores, da cidade e interior, segundo apelaram pais de alunos fora da escola (principalmente por falta de creches e do ensino infantil), afirmam que “há, também, falta de professores”. Segundo eles, não há para quem apelar. “Queremos providências das autoridades do Estado”, pedem.

 

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O "PORTAL DO ZACARIAS” entrou em contato com a prefeitura, Promotoria Pública, Câmara Municipal e junto ao Conselho Tutelar na tentativa de obter esclarecimentos a respeito, mas não teve respostas às ligações. Em Manaus, deputados com vínculos com o município de Codajás não foram encontrados pela reportagem.

 

De acordo com dados apresentados por rofessores ligados a um instituto sócio-ambiental de Manaus, entre 2019-20-21, das cerca de 4.304 crianças em idade escolar, em Codajás, mais de 45%, por conta da pandemia de Covid-19, “teriam ficado fora da escola” no municipio”.

 

Uma das causas apontadas por professores e educadores, na tentativa de explicarem essa situação, é que a prefeitura há anos não realiza concurso público, ficando escolas funcionando com elevada taxa de não-profissionais.

 

Outro aspecto, segundo informaram à reportagem, diz respeito à contratação de não-profissionais para lidar com crianças de 0 a 6 anos. Ficam fora do arco da educação de qualidade, ainda, alunos de 11 a 16 anos, “e a maioria se evade por falta de segurança alimentar, material didático e professores especializados à educação especial”.

 

No vídeo que o “PORTAL DO ZACARIAS” recebeu fica claro o suposto descompromisso da prefeitura de Codajás em atender aos apelos de pais de crianças e adolescentes por falta de professores e de escolas, principalmente na zona rural do município.

 

Sobre o assunto, pais de alunos da Comunidade Capitarium também acessaram autoridades do Estado pedindo socorro à educação. No vídeo, os pais exigem do prefeito Antônio Ferreira dos Santos “providências quanto a melhorias na educação e contratação urgente de professores”. Segundo eles, “desde 2021, a situação continua do mesmo jeito”.

 

ABANDONO E RIQUEZA

 

O município de Codajás, à época da instalação da usina termelétrica movida a gás, teria condicionado à implantação do empreendimento ao recebimento de compensações financeiras por conta do impacto ambiental na linha do gasoduto do Urucum, atingindo diretamente o centro da cidade.

 

O Estudo sobre o Impacto Ambiental (EIA) e por um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) sobre a população de Codajás, segundo analistas consultados, “o valor exato do montante real dos repasses das compensações financeiras ainda é desconhecido da população”.

 

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Apesar da usina termelétrica ter sido definida a partir de exigências das medidas compensatórias do EIA-RIMA do Gasoduto Urucu-Manaus, ocorre é que o prefeito Antônio Ferreira dos Santos não informa quanto receberia de roayalties do petróleo e do gás natural e qual seria o percentual de investimento voltado à educação e às obras de saneamento básico na cidade.

 

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