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Por que a procissão do fogaréu é confundida com a ku klux klan?
Foto: Reprodução

As ruas da cidade de Goiás (GO) são tomadas por pessoas encapuzadas durante a Semana Santa, usando túnicas e com tochas nas mãos, para uma tradicional cerimônia católica que muitas vezes é confundida com reuniões da organização supremacista americana Ku Klux Klan (KKK), devido às roupas dos participantes.

 

Trata-se da Procissão do Fogaréu, que ocorre desde 1745 na madrugada da quinta-feira santa na antiga capital de Goiás e é acompanhada por milhares de pessoas. Ela só deixou de acontecer em 2020 e 2021, por conta da pandemia do novo coronavírus.

 

Esta encenação, realizada pela primeira vez em meados do século XVIII, conta com a participação de 40 farricocos, vestidos a caráter, que representam os soldados romanos. Eles seguem descalços pelas ruas de pedra, acompanhados pela multidão, até a escadaria da Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

 

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A Procissão do Fogaréu encena os eventos que resultaram na perseguição e na prisão de Jesus Cristo, antecedendo a sua crucificação. Ela é uma das maiores tradições da Semana Santa em todo o Brasil e também costuma ser realizada em outras cidades.

 

PROCISSÃO DO FOGARÉU X KU KLUX KLAN

 

Membros da KKK. (Fonte: Wikimedia Commons)

Foto: Reprodução

 

A cerimônia católica não tem nenhuma relação com o movimento que defende a supremacia branca surgido nos Estados Unidos, no século XIX. A KKK é conhecida por promover atos terroristas contra pessoas negras e simpatizantes dos direitos dos negros.

 

O que pode levar as pessoas a confundi-las é a vestimenta parecida, uma túnica comprida acompanhada de um longo capuz pontiagudo, consistindo em um traje de origem medieval que era usado por penitentes para esconder a sua identidade.

 

Embora haja uma clara diferença entre Procissão do Fogaréu e KKK, inclusive nas roupas (a encenação católica possui cores variadas para não ser associada aos grupos intolerantes), manifestantes usaram a farda dos farricocos na cidade de Goiás para fazer apologia à tortura no sábado (1º).

 

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A manifestação foi repudiada por entidades como a Associação Cultural Pilão de Prata da cidade de Goiás e a Organização Vilaboense de Artes e Tradições (OVAT), que condenaram o uso das roupas no ato e pediram ao Ministério Público e à Polícia Civil para investigar o caso.

 

Fonte: Mega Curioso

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