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Por que as redes sociais são mais viciantes para crianças e adolescentes?
Foto: Reprodução

A Meta, empresa responsável pelas plataformas digitais Facebook, WhatsApp, Instagram e Messenger, é alvo de um processo na Justiça, aberto por 41 estados e o Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos. A ação, iniciada na última terça-feira (24), foi movida devido à influência das redes sociais em crianças e adolescentes.

 

O processo alega que as redes sociais utilizam de recursos para se tornarem cada vez mais viciantes, fazendo com que o público jovem as utilize de maneira compulsória.

 

"A Meta aproveitou tecnologias poderosas e sem precedentes para seduzir, envolver e, por fim, enredar jovens e adolescentes. Seu motivo é o lucro", disseram os estados na ação judicial encaminhada ao tribunal federal.

 

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Ao longo das últimas décadas, as empresas por trás das plataformas digitais fizeram altos investimentos na experiência do usuário e na adaptação do ambiente. Além disso, a popularização dos smartphones auxiliou para que a vida online e offline estivessem, gradativamente, mais conectadas entre si.

 

Ferramentas, widgets, estratégias de imersão e pertencimento estão presentes na maioria das grandes plataformas. O considerável aumento de conteúdo circulando faz com que seja difícil se desinteressar por alguma publicação nas redes sociais e impossível que todas essas produções sejam consumidas.

 

Apenas no Youtube, cerca de 30 mil horas de vídeos são postados por hora na plataforma. Para assistir apenas a estes vídeos, levaria cerca de 82 anos. Essa grande quantidade de opções e a dificuldade em filtrá-las é um reflexo da infodemia.

 

Embora a atual geração seja a que mais possui acesso às informações e, consequentemente, ao conhecimento, não estar instruído a como pesquisar tais conteúdos, ainda mais na internet, que dispõe de um universo de possibilidades, acaba causando o efeito contrário do esperado: fica ainda mais complicado de saber o que, de fato, se quer acessar.

 

O psicológico David Greenfield, fundador do Center for Internet and Technology Addiction, de Connecticut, nos Estados Unidos, comenta que as estratégias das mídias sociais são, justamente, trabalhar a ideia de que o usuário será "recompensado" após consumir os conteúdos, mas sem previsão de quando essa promoção acontecerá.

 

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Além disso, os algoritmos, que se adaptam ao que o perfil se interessa, também exercem a função de "prender" o usuário. De acordo com o psicólogo, isso é ainda mais perigoso entre crianças e adolescentes, por conta de estarem em fase de desenvolvimento cerebral e se comportarem de maneira distinta aos impulsos – normalmente, cedendo às suas vontades. 

 

Fonte:Revista Fórum

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