Com essa simples crítica, a campanha presidencial da vice-presidente Kamala Harris desviou as atenções das fraquezas de seu chefe
Com essa simples crítica, a campanha presidencial da vice-presidente Kamala Harris desviou as atenções das fraquezas de seu chefe, o presidente Joe Biden, e jogou os holofotes sobre seu adversário, Donald Trump. A palavra escolhida pela campanha de Kamala, "weird", em português pode ser traduzida como "estranha". Ou "bizarra", em uma linguagem mais jovem.
A mudança de tom ficou bem evidente nos comícios da semana passada, em que ela apareceu com seu recém escolhido candidato a vice-presidente, o governador de Minnesota, Tim Walz. "Não vamos retroceder", disse Harris a uma multidão entusiasmada na Filadélfia, liderando um coro do que se tornou o slogan de fato da campanha.
É uma versão simplificada da mensagem de 2020 de Biden — que Trump é uma "ameaça à democracia" — que retrata o ex-presidente como alguém fora de sintonia com a vida americana.Até mesmo os comunicados de imprensa da vice-presidente, enviados de uma campanha que já serviu a Biden, refletiram a mudança de tom de profundamente sério para algo mais leve.
Veja também

Como o STF vê as chances de prisão de Bolsonaro, após Moraes soltar seus aliados
Bolsonaro usa decisão do TCU de Lula e pede que PGR arquive caso joias
Apenas cinco dias após Biden se afastar, um porta-voz de Harris brincou que um discurso de Trump o fez soar "como alguém que você não gostaria de sentar perto em um restaurante".Estrategistas de campanha dizem que essa nova mensagem parece estar afetando os eleitores com inclinação democrata porque faz com que votar em Kamala pareça mais uma escolha de senso comum e menos uma tarefa cívica.
Mas é muito cedo para dizer se essa nova boa vontade para um vice-presidente que, até recentemente, lutava para chamar a atenção dos eleitores americanos, durará até o dia da eleição em novembro. A vice-governadora da Califórnia, Eleni Kounalakis, uma democrata que considera o vice-presidente um amigo próximo, disse que a nova retórica da campanha reflete o "ótimo senso de humor" de Kamala e sua capacidade de ser "uma boa comunicadora em um nível muito básico". “O fato é que essas coisas estão ajudando a mostrar os pontos fortes dela, e sua alegria está rompendo os tons sombrios e ameaçadores de Donald Trump e seu companheiro de chapa.”

Foto: Reprodução
Enquanto isso, Trump, que há muito tempo é conhecido como um difamador eficaz, tem lutado para revidar — especialmente contra o enquadramento "bizarro"."Eles são os bizarros. Ninguém nunca me chamou de bizarro. Eu sou muitas coisas, mas bizarro eu não sou", disse Trump na semana passada em uma entrevista ao apresentador de rádio conservador Clay Travis.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Ele voltou ao tema em um comício na sexta-feira em Montana, dizendo à multidão: "Somos pessoas muito sólidas. Queremos ter fronteiras fortes, queremos ter boas eleições, queremos taxas de juros baixas, queremos poder comprar uma casa".
Fonte: Uol