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Por que o azeite está tão caro? Tendência é que preço não pare de subir
Foto: Reprodução

Produto que antes custava em torno de R$ 30 nos supermercados agora é encontrado por até R$ 50

O azeite, item que antes era considerado 'comum' na lista de compras dos brasileiros, passou a ser 'luxo' para grande parte dos consumidores. E não é para menos: o preço alcançou o maior patamar dos últimos sete anos — e não deve parar por aí. Uma garrafa de azeite de oliva virgem foi de R$ 24,96 no ano passado para R$ 31,66 este ano, enquanto o extra-virgem foi de R$ 28,40 para R$ 35,97.

 

O valor tem pesado no orçamento das famílias e a tendência é que o custo continue alto nos próximos meses diante dos problemas na safra global. Como toda commodity, a formação de preços do azeite se dá no mercado internacional e a Europa concentra 75% da produção mundial. A safra global de 2022 foi a pior da história, com queda de 26%, comparada com o padrão histórico. A expectativa era de melhora em 2023, mas isso não tem se confirmado.


Leonardo Johnson Scandola, vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (Oliva) e diretor comercial para a América do Sul da marca italiana Filippo Berio, afirma que as mudanças climáticas, com fortes secas, explicam parte significativa da quebra de safra. 

 

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PREÇOS CONTINUARÃO ALTO NO BRASIL


Outro problema que tem afetado a produção de azeite é a bactéria Xylella, que acata as oliveiras e leva as árvores a secar. Segundo Scandola, esses dois problemas se somam aos custos industriais, de energia e de embalagens.

 

“Desde o começo do ano o custo do azeite aumentou 50% e já chega a uma alta 69% nos últimos 12 meses na Espanha e na Itália, os dois maiores produtores globais. E isso tem levado a uma queda do consumo. No Brasil, pesquisas de mercado apontaram crescimento nas vendas do varejo de azeite de 1,7% até setembro. Isso testemunha a paixão do brasileiro pelo azeite”, afirma.

 

O aumento das vendas no Brasil, entretanto, será acompanhado pelo aumento dos preços, diz Scandola. Segundo ele, os processos de encarecimento e redução do valor do produto chegam com atraso no país.

 

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Para ter uma ideia, em agosto e setembro a elevação do custo do azeite chega a 30% na Europa. “O mercado e os consumidores brasileiros terão de enfrentar novos aumentos de preços”, diz.

 

Fonte: Exame

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