Revolta em um bar de Nova York foi a virada de chave para a organização do movimento; conheça a história.
Há cada 34 horas uma pessoa LGBTQIAP+ morre vitimada por morte violenta no Brasil. Isso coloca nosso país no topo da lista de nações que mais matam essa população no mundo. Só em 2022, foram contabilizadas 256 óbitos pelo Grupo Gay da Bahia. Isso faz com que o simples orgulho de existir seja um ato de resistência para a comunidade.
A população LGBTQIAP+ celebra todo seu orgulho no mês de junho. Eventos como a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo acontecem ao longo do mês em várias cidades do Brasil e do mundo. Mas o mês de junho não foi escolhido à toa. Entenda as raízes históricas desse momento de luta e celebração.
No sul da Ilha de Manhattan, há um bairro chamado Greenwich Village. A região é um verdadeiro caldeirão cultural. Reduto beatnik, símbolo da luta contra a Guerra do Vietnã e local de encontro de estudantes universitários são apenas alguns dos fatos que simbolizam o espírito de vanguarda da vizinhança. Em especial, uma noite em 1969 marcou para sempre a história do Village (como é popularmente chamado) e do mundo.
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Entre os números 51 e 53 da Rua Christopher, se instalava o Stonewall Inn, um bar mantido pela Família Genovese, uma organização mafiosa de Nova York. O estabelecimento recebia homossexuais, travestis e drag queens de toda a cidade e era um dos poucos lugares onde podiam dançar e beber livremente.
Desde o início da década de 60, a cidade de Nova York vivia uma verdadeira perseguição contra a população LGBTQIA+, o que fazia das batidas policiais no bar eventos frequentes. Até que, na madrugada do dia 28 de junho de 1969, os frequentadores do Stonewall Inn resolveram não baixar mais a cabeça.
Por volta das 1h20 da manhã, um grupo de policiais entrou no bar. Os funcionários foram pegos desprevenidos, pois, como subornaram a polícia local para que o Stonewall pudesse funcionar normalmente, eram avisados com antecedência sobre essas "visitas". Mas naquele dia tudo foi diferente.
Como era de costume, os policiais separavam pessoas vestidas com roupas femininas, que geralmente eram conduzidas à delegacia. Naquele dia os clientes se recusaram a serem revistados e a entregarem seus documentos. Revoltados, a polícia resolveu levar todos presos. Enquanto a polícia algemava e hostilizava, frequentadores do bar reagiram à altura, se recusaram a ir com os policiais e dando início ao motim. As pessoas que estavam na rua se juntaram à rebelião.
Os protestos se estenderam até o dia seguinte, e o bar acabou pegando fogo. Um ano depois, em 1970, no mesmo dia 28 de junho, o movimento já havia se organizado. Simultaneamente, ocorreram manifestações e assembleias em Nova York, Chicago e Los Angeles.
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Fonte:Revista Fórum