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PREFEITO FANFARRÃO! Gean Barros já condenado a dois anos de reclusão em regime aberto por não prestar contas de recursos recebidos do MEC, é flagrado embriagado após causar acidente de trânsito e fugir do local sem prestar socorro a vítima
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Preso e afastado do cargo por decisão da 4ª Vara da Justiça Federal no Amazonas, o prefeito Gean Campos de Barros continua despachando normalmente na Prefeitura do município de Lábrea como se nada tenha acontecido com ele no âmbito do Judiciário amazonense.

 

Gean de Barros (MDB) foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto, ou seja, que deveria vir sendo cumprida em casa sob a ressalva de restrições. Ao contrário da decisão da juíza Ana Paula Serizawa Podedworny, o prefeito curtiu o réveillon fora da Comarca de Lábrea e constantemente é visto assinando ordens de serviço no lugar do vice-prefeito, Mabi Canizo (União Brasil) que deveria estar no seu lugar.

 

De acordo com informações, Gean Campos de Barros, “foi condenado pela Justiça Federal do Amazonas a cumprir a dois anos de prisão por não prestar contas de recursos recebidos do Ministério da Educação (MEC) desde 2012. O dinheiro era destinado para compra de ar-condicionado, ônibus para as escolas municipais e outros equipamentos”. A decisão saiu no dia 30 de outubro de 2023, mas desde à época, o prefeito não vem cumprindo a decisão e continua no cargo.

 

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Na sentença, a juíza Ana Paula Serizawa Podedworny, “político deixou de prestar contas dos recursos recebidos pelo município do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”. A decisão foi acompanhada de relatório anexado ao processo emitido pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) ao atestar, à época, que “os prejuízos aos cofres da União foram de mais de R$ 1,1 milhão”.

 

A magistrada relatou ainda na sentença que proferiu que: “resta devidamente comprovado que o município de Lábrea no exercício de 2012 firmou convênio com o FNDE e recebeu recursos no exercício de 2012 da ordem de R$ 1.142.857, 20 que deveriam ser destinados à compra de veículos para o transporte escolar e aparelhos de ar-condicionado para as escolas municipais. Passados cinco anos do recebimento dos recursos não foram prestadas as contas devidas”.

 

Ainda conforme a sentença, Gean de Barros, além da perda do mandato, a juíza também condenou o prefeito a dois anos de reclusão, em regime aberto. No entanto, segundo a magistrada, “como o político responde a outros processos, ela não substituiu a prisão por uma pena privativa de liberdade”.

 

Na cidade, Gean de Barros tem demonstrado que, “nada teria acontecido com ele e vem tendo suas aparições em público, em despacho na prefeitura ao lado do vice-prefeito, Mabi Canizo, registradas por oponentes. Como foi o caso do acidente em que ele envolveu ao ser flagrado ao volante, “totalmente embriagado, apresentando sinais de usos de drogas e em companhia de duas mulheres de programa que estavam nuas dentro do veículo” que estava sendo dirigida pelo prefeito.

 

 

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Durante a semana, a reportagem localizou o prefeito depois de ter sumido da cidade de Lábrea por conta do novo escândalo atribuído à ele. Na terça-feira (12), no momento em que lançava o irmão Frank de Barros (sem partido) à prefeitura do município de Boca do Abre, no entanto, segundo correligionários lotados na Secretaria Municipal de Educação (Semed), “o político não falaria nada sobre o episódio que quase matou um motoqueiro ou da sentença proferida pela juíza Ana Paula Serizawa Podedworny”.

 

Os irmãos Gean e Frank de Barros.

 

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