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Política no Amazonas
Prefeito Gean Barros, tem plano frustrado de contrato de aluguel do Hotel Lábrea para nova sede do DSEI do Médio Rio Purus junto ao Governo Federal
Foto: Divulgação

Hotel Lábrea na situação atual

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - O prefeito do município de Lábrea, Gean Campos de Barros (MDB), saiu de uma inspeção conjunta de órgãos ligados à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Coordenadoria-Geral do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) sob recomendação do Ministério da Saúde (MS) no Hotel Lábrea de sua propriedade, a exemplo do prédio onde funciona a Casa de Saúde Indígena (Casai).

 

O mandatário labreano, segundo fontes da Coordenadoria do DSEI, em Lábrea, "ele estava com o contrato na mão e tinha a certeza que o contrato iria ser fechado, porque contava com o apoio do Coordenador, Antônio Cícero Santana da Silva Apurinã".

 

"Deu xabu para o homem do MDB que já mantém vários contratos de prédios alugados para o Governo Federal, inclusive o da Unidade da Caixa Econômica e da Casa de Saúde Indígena (Casai), esta pelo valor de R$ 20 mil mensais", revelou a mesma fonte. No local, funcionou a antiga usina de látex no período áureo da borracha, tendo seus barracões transformados em hospital para indígenas nos mandatos de Gean Campos de Barros.

 

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Esse é o imovel que ele ja tem locado para a Saude

indigena por mais de 20.000,00, onde funciona a Casai

 

De acordo com informações vazadas do encontro entre Gean de Barros e os inspetores sanitários deslocados à Lábrea, "a proposta foi recusa em função do prédio onde funciona o Hotel Lábrea não oferece as mínimas de abrigar qualquer setor público. Principalmente, a Coordenadoria do DSEI para o Médio Purus".

 

Durante a suposta inspeção, as condições físicas do prédio foram consideradas inadequadas para abrigar qualquer setor de uma repartição indígena. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, durante a anulação da proposta de aluguel avalizada, previamente, por Antônio Cícero Santana da Silva Apurinã, o prefeito teria proposto revitalizar totalmente o imóvel em até 60 dias. A nova proposta foi recusada e o DSEI para o Médio Rio Purus continuará funcionando no prédio pertencente a um pretenso apoiador político do empresário Gerlando Lopes.

 

 

Atual sede do DSEI para o Médio Rio Purus, em Labrea

 

O QUE HÁ POR TRÁS DO NEGÓCIO

 

Nos bastidores, o Coordenador local do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Antônio Apurinã, teria sido guindado ao cargo por líderes tribais ligados ao prefeito Gean Campos de Barros que, por sua vez, recebeu forte apoio dos deputados Adjunto Afonso, Átila Lins e o se senador Eduardo Braga (MDB) no Estado e em Brasília junto ao presidente Lula.

 

Gean de Barros demitiu o antigo secretário municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e da Infraestrutura, Gerlando Lopes. O dono do prédio onde funciona a sede do DSEI para o Médio Rio Purus seria de um forte aliado do então secretário. Ele, agora, candidatou-se a prefeitonas eleições municipais. Segundo informações, "talvez, o prefeito queira anular o contrato do oponente ao seu candidato, Mabi Canizo - atual vice-prefeito.

 

Gean de Barros, é filho do falecido seringalista e regatão Francisco de Barros (mais conhecido como Chico de Barros, ex-dono da Casa Barros, hoje, Casa Gomes). O imóvel foi onde ele teria nascido. Após a morte do pai, na condição de herdeiro, do pequeno comércio, "deu início à construção meteórica de um suposto império fabuloso entre imóveis espalhados pela cidade e em mais de uma dezena de municípios do Estado", diz conhecido historiador regional.

 

Com pretensa autobiografia ainda não autorizada, o historiador da mesorregião do amazonense do Purus (que terá a identidade mantida em segredo), revelou que, "Gean de Barros seria dono de uma rede de postos de combustíveis (em Manacapuru, Manaus, Boca do Acre, Rio Branco (AC), Coari e Tabatinga), além de condomínios, coleção rara de supostos relógios da marca Rolex, uma clínica dermatológica, carros importados, lanchas, uma aeronave de pequeno porte e dono de uma conta bancária milionária no exterior".

 

Apesar de ter sido condenado há dois anos de prisão (em regime familiar) e afastado do cargo pela juíza Ana Paula Serizawa, titular da 4ª Vara Federal do Amazonas, a reportagem localizou Gean de Barros em Boca do Acre, no meio de uma negociação com cinco vereadores que acertavam apoio político e financeiro ao irmão, Frank de Barros, pré-candidato a prefeito daquele município.

 

Um dos vereadores confirmou a presença do então prefeito Gean de Barros na cidade. Mas informou, logo a seguir, que ele já se encontrava no setor de embarque para Rio Branco (AC). Da capital acreana, viajaria a Manaus para cumprir nova agenda política.

 

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Logo abaixo, o vídeo mostra o prédio da Caixa que também pertence ao prefeito afastado Gean Barros.

 

VEJA VÍDEO:

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