Prefeito Natan Macena, reunido com seu staff em raro encontro de trabalho
Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Conhecido como “Espoca Urna” por chegar à Prefeitura com facilidade, o prefeito do Careiro Castanho, Natan Macena (Republicanos), por não honrar, até aqui, a maior parte dos compromissos assumidos com a população, já passa por maus lençóis e enfrenta um verdadeiro “inferno astral” no dia a dia.
Um áudio que circula em grupos de Whatsapp do município revela uma suposta conversa de Natan com o traficante Sérgio de Lira de Medeiros, o "Mano S” - a quem o prefeito oferece uma obra no valor de R$ 450 mil, possivelmente em compensação por ter pegado dinheiro do tráfico para usar na sua reeleição. "Mano S" é líder do Comando Vermelho (CV) no Careiro Castanho.
Além dessa suspeitasde suposto envolvimento com facções criminosas na região, o prefeito também é alvo de investigações do Ministério Público (MP-AM) por suposto enriquecimento ilícito e outros delitos atribuídos ele durante a “Operação Mão de Ferro” da Secretaria de Estado da Segurança (SSP-AM).
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“Mano S”foi preso por órgãos de segurança do Estado como mandante dos incêndios e atentados na cidade do Careiro Castanho, onde tocou o terror por mais de 24 horas. Na ocasião, segundo informações, delatou o chefe da Guarda Municipal, Jair Gomes de Moura, acusado de apagar imagens das câmeras de segurança da prefeitura para não comprometer o criminoso. Jair é homem de confiança de Natan.
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O traficante Sérgio De Lira de Medeiros,
o "Mano S", aliado do prefeito e financiador
de parte da campanha de reeleição dele
Natan Macena, por outro lado, cujo salário não ultrapassa R$ 18 mil, em média, logo após as eleições de 2020 comprou carros de luxo e uma casa do filho do deputado federal Silas Câmara (Republicanos), Héber Câmara, que é corretor de imóveis em Manaus, no valor de R$ 750 mil. Além de ter construído, em menos de um ano, uma mansão de frente para o rio Castanho.
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Carros de luxo na garagem da mansão do
prefeito Natan Macena, em Manaus
Pesa, ainda, em desfavor de Natan Macena, que é técnico em contabilidade que migrou da cidade de Parintins para o Careiro Castanho, denúncias atribuídas ao vice-prefeito Tay Lira (PSC) ao Ministério Público Estadual e e também ao MPF. No dossiê são apontados casos de suposto uso de dinheiro público oriundo de transferências ao município pelo Estado e pela União - em benefício pessoal do prefeito.
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Mansão de dois pisos pertencente a Natan
Macena à beira do rio Castanho
Em 7 de junho de 2021, a cidade do Careiro Castanho, entre os 62 municípios amazonenses, de acordo com Relatórios de Inteligência Militar R.I.M) e de parte do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil, a que o “PORTAL DO ZACARIAS” teve acesso, “foi a mais atingida com incêndios, vandalismo do patrimônio e atentados relacionados ao dia de ira mais violento por parte das facções no Estado".
Natan Macena, segundo opositores, “poderia está preso sob os mais diversos crimes, políticos e administrativos, atribuídos a ele”. No âmbito federal, apontam as denúncias, Natan “retém o bônus de 60% a 70% do rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), desde 2021-22".
Conforme dados do Banco do Brasil, o município do Careiro Castanho recebeu cerca de R$ 28.616.484,93 (vinte e oito milhões, seiscentos e dezesseis mil, quatrocentos e oitenta e quatro reais, e noventa e três centavos) de repasses para o rateio do bônus do Fundeb de 2022. O montante ocorreu em oito parcelas no período de janeiro a agosto.
Ele responde, ainda, de acordo com dossiê repassado pelo vice-prefeito Tay de Lira (PSC) ao Ministério Público Estadual (MP-AM), por apropriação indébita de parte dos salários dos servidores que contraíram empréstimos consignados da Caixa Econômica Federal (CEF-AM). E os descontos ele não repassa ao banco.
COVID-19, PF E MPF
Segundo autoridades responsáveis por órgãos de controle no âmbito federal, Natan Macena poderá ainda ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF-AM) sobre o suposto sumiço de R$ 13 milhões repassados à prefeitura pelo Ministério da Saúde (MS). O dinheiro deveria ter ido para ações de combate contra o coronavírus no município.
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De acordo com servidores da prefeitura, “o dinheiro pode não ter sido empregado nem mesmo na aquisição de testes ou material hospitalar”.