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Prefeito Simão Peixoto foge de Borba durante 'Operação Garrote' e já é considerado foragido de Justiça
Foto: Divulgação

Simão Peixoto foi afastado das funções e já é considerado foragido de Justiça

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Graeco) efetuou a prisão de 10 envolvidos em crimes contra a administração pública municipal, além de 84 mandados de busca e apreensão durante a "Operação Garrote", no município de Borba, distante 150 quilômetros de Manaus em linha reta.


O prefeito Simão Peixoto, que é acusado de chefiar todo o esquema de fraude em licitações, associação criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, não foi encontrado no município por isso não teve o mandado de prisão preventiva cumprido pelo Gaeco com apoio da Polícia Civil do Amazonas.


Dez assessores do prefeito foram presos e de agora em diante, até que seja localizado ou se apresente espontaneamente ao Ministério Público do Amazonas (MPA), Simão Peixoto passa a ser foragido de Justiça.

 

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'OPERAÇÃO GARROTE': prefeito de Borba e mais dez têm prisão preventiva decretada por suspeita de fraude em licitações, associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva

O Procurador-Geral de Justiça do Amazonas, Alberto Rodrigues do Nascimento Júnior, liderou na manhã desta terça-feira, 23, a “Operação Garrote” através Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

 

Momento em que assessores do prefeito são presos na

operação realizada pelo Gaeco no município de Borba

 

A operação teve como objetivo o cumprimento de 95 medidas judiciais, incluindo 11 mandados de prisão preventiva, 28 mandados de busca domiciliar, 28 mandados de busca pessoal e 28 mandados de busca veicular, contra autoridades e familiares do município de Borba, empresários e agentes públicos.


Além do combate aos crimes contra a administração pública, a operação busca o ressarcimento aos cofres públicos dos recursos potencialmente desviados, mediante bloqueio e indisponibilidade de bens e valores dos investigados determinada pela Justiça a pedido do Gaeco.
Além da prisão, os agentes públicos investigados serão afastados de suas funções.

 

Os dez "alvos" presos durante a Operação Garrote

embarcaram nas aeronaves com escolta policial e

foram trazidos para Manaus onde vão ficar em unidades

prisionais  à disposição da |Justiça do Amazonas

(Fotos: Divulgação)

 

As medidas visam instruir investigações que apuram a provável atuação de uma organização criminosa junto à Administração Pública no Município de Borba. Dez pessoas foram presas preventivamente e todo o material apreendido será submetido a análise, com vistas à adoção de outras medidas judiciais.


O grupo atuava com o propósito de obter vantagens de diversas ordens, por meio da prática de crimes contra a administração pública, crimes licitatórios, lavagem de capital e outras condutas típicas conexas, tudo em detrimento do erário do município de Borba/AM.

 

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“Garrote” que é o nome dado à operação do MPA é a expressão utilizada na linguagem popular para designar uma espécie de torniquete utilizado para sustar hemorragias (analogia com as medidas judiciais que visam estancar a “sangria” de recursos públicos.
 

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