Só a criação de uma Força Tarefa Federal daria jeito nessa corrupção
Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Enquanto parte das cidades do interior amazonense correm o risco de incêndio por conta do avanço dos desmatamentos e queimadas, além das invasões de territórios indígenas, prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais, viajam para fora do Estado e ao estrangeiro.
Nessas viagens, as primeiras-damas, parentes e assessores diretos encabeçariam o ranking da lista de grandes comitivas. É o caso do prefeito de Autazes, Andreson Adriano Oliveira Cavalcante e família.
A cidade de Autazes, segundo notícias da população, encontra-se sem autoridades desde que o prefeito viajou. Inclusive para resolver problemas básicos, como o incêndio que há dois meses acontece em uma lixeira à céu aberto na Comunidade Nova Esperança.
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Já Gean Campos Barros (MDB) - patrocinado pelo compadre e senador Eduardo Braga, também do MDB - em quatro mandatos, conforme um ex-Secretário, “meu ex-chefe é fissurado pela Disney”. Quase todo ano, o prefeito, a família e membros do Núcleo Duro de Poder (NDP) que controlaria Lábrea, brindam a chegada do Ano Novo no Hemisfério Norte”.
- Lá, mirando o Mickey e o Pateta, “crê que retomaria à infância que nunca teve enquanto vivia vida dura de trabalho ao lado do pai, o saudoso Chico Barros, dono de seringais e castanhais”, acrescentou a fonte - segundo palavras atribuídas por ele mesmo.
Segundo a mesma fonte que escreve um livro da biografia não autorizada do clã Barros - “da Prefeitura, da família e Secretários, Geanzinho é o campeão de viagens a Miami”.
- Quando não vai a Manaus para encontrar com alta autoridade do Judiciário, o compadre Eduardo Braga e o amigo de todas as horas, deputado Átila Lins (PSD), confidenciou a mesma fonte.
Em algumas das viagens solo que faria para fora de Lábrea e do Estado - ou com amigos mais chegados - para relaxar, a fuga certa é para a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e de preferência Miami, nos Estados Unidos”.
Dentro de uma agenda preparada por seu Núcleo Duro de Governo cuja função é “tudo ver nos quatro cantos da cidade e interior de Lábrea”, após a frustração causada com o show do cantor Wesley Safadão, no último domingo (3/09), Gean Barros “ainda se encontraria em lugar incerto e não sabido”.
Nem mesmo Jesus Batista de Souza, saberia informar onde estaria o prefeito Gean Barros após “o grande baque que todos levaram no último domingo”. Segundo informações, “estaria em jogo os R$ 1,2 milhão pago por um show cancelado”.
Em viagens inesperadas e surpreendentes atribuídas a prefeitos amazonenses, dentro e fora do país, consideradas de alto custo ao erário e recheadas por diárias milionárias, indígenas e ribeirinhos acreditam que “para contê-los só com a intercessão do Ministério Público (MPE-MPF) e de Contas (MPC)”.
No caso específico da prefeita de Beruri, Maria Lucir dos Santos (mais conhecida como Dona Maria), a 179 quilômetros da Capital Manaus, apesar de ter apenas o Ensino Fundamental, é acusada de governar Beruri da cidade onde mora, Manacapuru”.
É deste município que ela, o sobrinho advogado (nomeado Procurador do Município) e filha Ranieri Santos - segundo servidores da Educação Indígena - viajariam pelo país afora”. Porém, negaram que Dona Maria já tenha ido à Miami (EUA).
OUTRO LADO
De acordo com as fontes, o “PORTAL DO ZACARIAS" foi informado que ao menos 55 prefeitos e presidentes de Câmaras, “já devem estar, como alvos estratégicos, na mira de órgãos de controle fora do âmbito estadual”.
Essa medida viria sendo corroborada com informações, documentos e planilhas assentadas em Processos de Licitação suspeitas, gastos com viagens e diárias a prefeitos e vereadores. Além de gestores de finanças e assessores especiais de Prefeituras e Câmaras Municipais.
Com informações obtidas em Cartórios Imobiliários e Registro de Títulos e Documentos dentro e fora do Estado do Amazonas, lobistas seriam acionados para fechar “altos negócios pretendidos por prefeitos”. Dos setores mais cobiçados são ainda os residenciais da Ponta Negra 1 e 2.
Além dos gastos excessivos com passagens e recebimento de diárias milionárias para fora e dentro do País, nesses imóveis, prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais, além de chefes de Comissão de Licitação Pública (CPL), segundo informações, “acham que desfrutariam livremente antes, durante e após deixar o poder, no momento oportuno de uma vida de ostentação, inclusos no rol daqueles que são muito ricos e que levam vida luxuosa e cara.
Para contê-los, em definitivo, pessoas ouvidas pela reportagem acreditam que, “diante do avanço galopante da corrupção em prefeituras e Câmaras do interior, só a criação de uma Força Tarefa Federal daria jeito”. Segundo defensores dessa medida, “o objetivo é encontrar soluções para recuperar dinheiro público roubado e punir os ladrões”, atestam líderes indígenas e ribeirinhos que tentam garantir saúde e educação de qualidade, emprego e renda em suas comunidades.
Para as lideranças ouvidas pelo “PORTAL DO ZACARIAS”, essa “força tarefa "a ser integrada pelo Ministério Público (Estadual e Federal), Polícia Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e órgãos vinculado, passará à sociedade a sensação de dever cumprido com a imediata prisão de políticos, prefeitos, vereadores e servidores corruptos”, arremataram.
“E sepultarão de vez com o lema defendido por políticos gatunos que roubam, mas fazem obras e acreditam que ficarão impunes toda a vida”, sentenciaram fontes.
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- Com essas ações realizadas, conta tudo e todos, à cata do dinheiro púbico roubado, principalmente, da educação, saúde, do Funde e precatórios do Fundef, a sensação será de que o dever será cumprido, afirmam os jovens líderes indígenas e ribeirinhos do Purus.