Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Considerada um município pobre e que sobrevive de recursos das transferências constitucionais e emendas parlamentares, Lábrea (a 852,1 quilômetros da Capital Manaus), padece em meio a gastança da Prefeitura com shows milionários de sertanejos e forró-brega. O destaque vai para a contratação de artistas a peso de ouro ao “Festival de Praia "e eventos festivos anuais.
Comentados de forma negativa por sua população, o prefeito Gean Campos Barros (MDB) e o Secretário de Educação e Cultura (Semec), Jesus Batista de Souza (MDB), na atual conjuntura não são poupados em meio a uma possível hecatombe por conta da atual crise na saúde, educação, na infraestrutura e no inchaço na folha de pagamento.
De acordo com moradores e servidores da Prefeitura local, a cidade continua com ruas esburacadas, sem asfalto de qualidade, não há redes de esgotos, água 100% potável nem serviços de atenção à população. Dados apontam que “Lábrea já despontaria como a pior cidade para se morar na mesorregião amazonense do Purus’.
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Acadêmicos denunciam, a contragosto, que, “temos prefeito e secretário de Educação e Cultura que, em pleno século 21,tentam governar a cidade como verdadeiros ditadores e autocratas”. Eles apontam que o descompromisso com a população vem “desde que essa dupla chegou ao poder”. Ambos tentam impor um sistema de falsa realeza com imperadores sem trono, nem sangue azul”.
No ano passado, perto de R$ 6,4 milhões teriam sido gastos para bancar o “Festival de Praia de Lábrea 2022”, cujo dinheiro teria sido surrupiado dos cofres públicos. Segundo informações, “a parte maior da verba teria saído da Educação e Cultura" advindo do Fundo Municipal, do rateio não pago do Fundeb e dos precatórios do Fundef aos professores e a servidores da educação básica, revelam fontes.
Para o evento deste ano, segundo bastidores da Semec, “há previsão de gastos de R$ 7,5 milhões”. Essa informação, o “PORTAL DO ZACARIAS” tentou confirmar com o próprio Jesus Batista. Porém, na sexta-feira (18), “ele estaria às voltas com a agenda de shows com artistas ao telefone e finalizando o orçamento dos cachês dos artistas”.
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Para o “Festival 2023”, o mais cotado, segundo fontes, “é, outra vez, o paraense Wanderley Andrade, por ceder e promover shows privê nas casas do prefeito e do secretário de Educação”, logo após suas apresentações. Há, também, maior cotação para contratar Anitta, Pablo Vittar e Gustavo Lima.
“É para balançar todo mundo”, revelam fontes familiarizadas com o secretário Jesus Batista, que tem se empenhado em popularizar o nome à uma possível pré-candidatura a prefeito na linha de sucessão de Gean Barros patrocinado pelo deputado Átila Lins (PSD) e o senador Eduardo Braga (MDB).
OUTRO LADO
Enquanto o prefeito liberaria dinheiro do orçamento do gabinete e da Semec, ambos investem pesado na mídia corporativa para divulgar mais uma edição do “Festival de Praia". Por outro lado, falta merenda nas escolas (na cidade são 10 e mais uma, na zona rural).
Do outro lado da esteira de pendências com fornecedores ainda de eventos passados (2021-22), a Amazonas Energia cobraria R$ 65 milhões pendentes na conta da Prefeitura, feira municipal, secretarias, escolas e prédios públicos (LabrePREV, Creches e outros), e fornecedores com dinheiro em caixa por serem pagos (supermercados, mercearias, empreiteiros, recreios, transporte escolar etc), além de garis (varredores de ruas), que pressionam por salários atrasados.
Situação semelhante vivem moradores dos bairros e comunidades mais afastados do “Centro Maravilha de Lábrea”. Eles passariam “momentos dramáticos com ruas esburacadas, sem sinal de internet, asfalto, água 100% potável, educação e saúde de qualidade.
Nessa parte da cidade, segundo dados fornecidos pelo setor local do IBGE, está localizado um grande número de servidores comissionados mais bem pagos, desde os primeiros mandatos de Gean Campos Barros, entre professores, comerciantes, construtores, lojistas e membros de uma ordem maçônica que teriam virado comissionados numa clara “dupla função e salários pagos pela educação, saúde e obras da Prefeitura, Câmara Municipal, Governo do Estado e da União.
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De acordo com uma fala feita por dirigentes da Associação dos Professores Municipais de Lábrea (APML), em evento esportivo na Capital Manaus, “o dinheiro do rateio do Fundeb e dos precatórios do Fundef, do Fundo Municipal de Educação, da Saúde, da Previdência, convênios, contratos e emendas parlamentares “só serão vistos quando a Polícia Federal (PF) e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)“tomarem a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e Secretarias Municipais”, acrescentaram.
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No Lábrea-Prev o rombo ultrapassa os R$ 36 milhões em
quase 8 anos; Fundeb e Fundef bancária o luxo e os
shows de artistas no "Festival de Praia"
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