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Prefeitura de Lábrea tira de tempo agremiações carnavalescas e blocos de rua botam boca do trombone e denunciam gastos milionários com cantores sertanejo que agradam o secretário Jesus Batista de Souza
Foto: Reprodução / Portal do Zacarias

Prefeito Gean Barros e secretário Jesus Batista do município de Lábrea

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Com feriados e datas festivas o ano inteiro, o município é considerado "polo" na mesorregião amazonense do Purus, mas tem se julgado incapaz de incentivar usos e costumes populares que sempre foi em governos passados.

 

Por sua conta e risco, a Secretaria Municipal de Educação e Cultural (Semed) este ano está sendo acusada de excluir brincadeiras de carnaval de rua onde o prefeito Gean Campos Barros (MDB) tem sido criticado por abandonar em sucessivas gestões.

 

Os bairros da Fonte, um dos mais tradicionais da cidade, diante desse suposto processo excludente, por suas lideranças, divulgou nota e denunciou a manobra do secretário Jesus Batista de Souza (MDB) - que também exclui outras agremiações.

 

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Segundo as lideranças carnavalescas e de blocos independente nunca foram prestigiados pela Prefeitura, "Jesus Batista optou por agremiações que não inclusos no calendário de eventos da cidade de Lábrea". E sem representatividade dentro das comunidades, acrescentaram.

 

As doações em dinheiro previstas no orçamento da Cultura, no carnaval deste ano, se resumem "a blocos que estão de bem com o Prefeito e a políticos aliados em busca da própria reeleição em 2024", desabafam moradores do bairro da Fonte.

 

Ao longo dos anos, sem distinção de cor partidária, credo religioso ou ideologia, o "Carnaval de Rua de Lábrea", nas gestões anteriores sempre foram incentivados na cidade. Na "Festa do Rei Momo", Lábrea, à época, "era invadida por caravanas de visitantes, turistas e filhos da cidade vindos de todos os cantos do país", denunciam carnavalescos.

 

Conhecido no Estado, no País e mundo a fora, o nosso Festival de Praia, no passado, deu origem a outras manifestações culturais. O "Festival", na gestão José Olímpio (Dedé de Melo), foi o grande puxador de emprego e renda enquanto foliões embalavam micaretas (festas fora de época) e do Réveillon na Orla Fluvial da cidade labrense.

 

Atualmente, a administração tem se mostrado indiferente com eventos mais tradicionais do calendário popular, como o "Carnaval de Rua" brincado fora dos salões e clubes. No bairro da Fonte, espremido entre o centro da cidade e duas pontes de ligação, este ano, os foliões botaram a boca no trombone" com protestos públicos.

 

- Dinheiro da Cultura só vai para cantores sertanejos que agradam o estado de espírito do Secretário Jesus Batista de Souza, denunciaram donos de blocos de rua de Lábrea.

 

Ao lado dos demais setores que acreditam que a forte represália atribuída à Secretaria de Educação e Cultura (Semed) por deixar de fora dos repasses em dinheiro às agremiações carnavalescas (principalmente Blocos de Rua), o bairro da Fonte puxou o cordão dos protestos de forma inédita. 

 

 

Empresa de políticos que apoiam Gean Barros faturam com

aluguéisde equipamentos e contratos de shows pagos

em espécie- dinheiro vivo (Foto: Reprodução)

 

Na esteira das denúncias, frutos da insatisfação de carnavalescos locais, a questão dos pagamentos milionários voltou à baila nas rodas políticas e no "point" conhecido por "Canto do Fuxico". Só a sertaneja Kamila Maria, do estado de Goiás, recebeu em dinheiro vivo R$ 500 mil por cerca de 2,5 horas pelo do Réveillon de 2022-23.

 

 A "pavulagem" que saiu cara aos cofres públicos atribuída ao secretário Jesus Batista de Souza, nas ruas dos bairros oficiais de Lábrea (Vila Falcão, Barra Limpa, Centro, Nossa Senhora de Fátima, São José, Bairro Novo, Pantanal e da Fonte), vereadores foram instados a respeito.

 

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Segundo carnavalescos instados pela Reportagem, no dia 17/02, disseram que vereadores da base aliada do prefeito, na Câmara, teriam dito que, "não sabemos da onde o secretário tirou tanto dinheiro fácil dos cofres para gastar em um show tão passageiro". Ele poderia ter contratado bandas locais e da sobra pagar o bônus e os precatórios dos professores e servidores da educação, arremataram.

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