Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Sentindo-se totalmente indefesos, servidores das prefeituras da mesorregião amazonense do Purus afirmaram no último final de semana, não saber a quem apelar para conter a voracidade dos institutos de Previdência Municipal, que segundo eles, “descontam as contribuições na folha e não as recolhem à Previdência Social”.
Prestes a se aposentarem, servidores em Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri, revelaram, na última sexta-feira (19), afirmam que os institutos sob aval dos prefeitos desses municípios, “põem em prática suas próprias interpretações das leis que regem a Previdência do país e aplicam regras não previstas na Constituição”.
Em Pauini e Lábrea, respectivamente, os prefeitos Renato Afonso (PSD) e Gean Campos de Barros (MDB), até esta data negam informações sobre os descontos e o não recolhimento das contribuições dos servidores dos seus municípios. As categorias dizem que ao longo de sua existência, “sempre questionaram a validade jurídica dessas regras adotadas pelos institutos municipais de Previdência”.
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Em Lábrea, efetivos, temporários e comissionados da prefeitura, no período de 2011 a 2024, apesar de descontarem os percentuais regulares à Previdência, “as aposentadorias só acontecem por idade, doença ou morte”. A maioria, todavia, “são descontados e recebem algum tipo de benefício estabelecido pela Prefeitura e da Câmara Municipal”.
Sobre o assunto, o prefeito afastado pela Justiça Federal, Gean de Barros, “sempre que questionado, se esquiva da imprensa e não autoriza ninguém a se manifestar quando procurado a oferecer a posição da prefeitura.
Cerca de 200 funcionários do quadro de agentes comunitários de saúde e de endemias (ACS/ACE), também descontariam valores não conhecidos para o Instituto de Previdência Municipal de Lábrea (LABRE-PREVI), além das taxas previdenciárias municipais. O órgão é dirigido pelo DJ Gospel, Regifran Batista (sobrinho do secretário de Educação, Jesus Batista), assim como, o Departamento de Doenças da Malária, ocupado por José Batista, irmão de Jesus Batista, titular da Semed-Lábrea.
Segundo folha de pagamento digitalizada ainda na gestão do ex-Secretário de Finanças da Prefeitura Municipal de Lábrea, Frank de Barros (pré-candidato a prefeito de Boca do Acre, pelo MDB), a que teve acesso o portal, descontam, ainda, 5% do salário para o Imposto de Renda (IR) e mais R$ 305 ao mês ao FGTS (Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço). Esses valores, segundo informações, “não apareceriam nos contracheques dos servidores”.
Em Pauini, a 1.423 quilômetros de Manaus, Renato Afonso (PSD), prefeito da cidade, teria adotado a mesma regra de descontos que o seu homólogo, Gean Campos de Barros (MDB). Segundo informações, a prefeitura desconta das contribuições ao INSS, mas não “recolheria as contribuições devidas à Previdência”. No total, desde 2021 a 2024, “os servidores não sabem o destino de suas contribuições”.
Ao portal, sob anonimato da identidade, ex-assessores do antigo gabinete de finanças da Prefeitura confirmaram que desde a primeira gestão de Gean Campos de Barros (MDB), o ex-secretário de Finanças do município, Fank de Barros, “o dinheiro descontado todo mês, vinha sendo retido na Secretaria Municipal de Saúde” para uso desconhecido pelo gestor municipal.
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O ex-Secretário Frank de Barros que, segundo a Prefeitura de Lábrea, “não é mais nosso funcionário; ele mora agora na cidade de Boca de Acre, onde é pré-candidato a prefeito por aquele município”.
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