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Preocupados com China, parceiros da Apple planejam expansão para outros países
Foto: Reprodução

Foxconn e Pegatron, fornecedoras da gigante americana, investem no Sudoeste Asiático como forma de reduzir riscos geopolítico chinês

Parceiros da Apple, Foxconn Technology Group e Pegatron Corp. incluíram o Sudeste Asiático em seus planos de expansão para 2023, em um sinal de que os principais fabricantes globais de eletrônicos continuarão a adicionar capacidade de produção fora da China para mitigar riscos geopolíticos e econômicos chineses em seus negócios. Ambas as empresas sofreram impacto, por exemplo, da política chinesa de Covid Zero na sua produção.

 

“Continuaremos a aumentar nossa escala na China continental, nas Américas e no Sudeste da Ásia, e esses esforços florescerão em 2023”, disse Young Liu, presidente da principal unidade da Foxconn, Hon Hai Precision Industry Co., em um evento da empresa neste domingo.

 

Separadamente, a Pegatron, rival da Foxconn, alocará de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões este ano para despesas de capital, em parte para aumentar a capacidade no Sudeste Asiático e aumentar a produção de componentes automotivos no México, disseram executivos da empresa a repórteres em Taipei neste domingo.

 

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A Pegatron também é fornecedora da Tesla, fabricantes de carros elétricos do bilionário Elon Musk.

 

“A diversificação da cadeia de suprimentos é uma tendência contínua”, afirmouJohnson Teng, Co-CEO da Pegatron.

 

Além de produzir iPhones na China, Foxconn e Pegatron agora fabricam alguns dos aparelhos icônicos da Apple na Índia.

 

A Apple também está se voltando para o Vietnã como uma base de fabricação alternativa para outros produtos, incluindo AirPods.

 

A Pegatron aumentará também a capacidade de produção no Vietnã e na Indonésia, onde já tem fábricas, de acordo com o vice-presidente Jason Cheng. Atualmente, a empresa não fabrica produtos da Apple em nenhum dos dois países.

 

A Foxconn não especificou em quais países do Sudeste Asiático planeja expandir sua produção.

 

Os principais fabricantes de eletrônicos começaram a aumentar significativamente sua presença industrial fora da China durante a era Trump, quando o então presidente dos EUA impôs tarifas rígidas sobre algumas importações chinesas como parte de sua guerra comercial com o país.

 

Alguns fornecedores têm acelerado esses esforços de diversificação em meio a bloqueios prolongados induzidos pela Covid na China, que paralisaram as cadeias de suprimentos.

 

Tanto a Foxconn quanto a Pegatron enfrentaram interrupções relacionadas à Covid na China.

 

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A Pegatron teve que suspender temporariamente a produção, e a Foxconn foi desafiada por um protesto violento em seu principal complexo industrial na cidade de Zhengzhou, que interrompeu a atividade da fabricante do iPhone e forçou a Apple a alertar que as remessas do produto ao mercado poderiam ser menores do que o previsto. 

 

Fonte: O Globo

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