O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, se reuniu com o fundador do grupo mercenário Blackwater
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, se reuniu com o fundador do grupo de mercenários Blackwater e o conselheiro de Donald Trump, Erik Prince. A confirmação do encontro foi feita pelo próprio líder salvadorenho, em uma publicação no X nesse sábado (18/8). Não está claro quais assuntos foram tratados durante o encontro. Contudo, Prince elogiou as medidas linha-dura de Bukele em El Salvador, como a prisão de segurança máxima Cecot, que diminuíram a violência no país.
“Não estou surpreso, mas estou indignado que o Departamento de Estados dos EUA ainda classifique El Salvador como um país super perigoso, como se fosse uma zona de guerra”, disse Prince. Prince classificou a prisão de segurança máxima inaugurada na gestão de Bukele como “impressionante”, e prometeu retornar ao país para “dar boas notícias”.
“É muito impressionante [a CECOT] e voltarei para dar boas notícias de que é possível reverter o caos”, disse Prince sem deixar qual seria a motivação para retornar à El Salvador. Ex-oficial da Marinha dos EUA, Erik Prince ganhou notoriedade após fundar a empresa militar privada Blackwater, renomeada para Academi em 2009.
Veja também

Pesquisa aponta Kamala com 49% das intenções de voto nos EUA, enquanto Trump tem 45%, diz jornal
Arqueólogos encontram cabeça de mastodonte enterrada em rio nos EUA: 13.600 anos
? @realErikDPrince pic.twitter.com/1CXhrAVqsv
— Nayib Bukele (@nayibbukele) August 18, 2024
Por anos, a Blackwater conquistou contratos bilionários com Washington e prestou serviços para os EUA em diversos conflitos ao redor do mundo. A atuação de mercenários da Blackwater ganhou destaque especialmente no Iraque, quando funcionários da empresa mataram 17 civis iraquianos no caso que ficou conhecido como o massacre da Praça de Nisour.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Por sua longa ficha no mundo dos mercenários, Prince é acusado de tentar interferir em diversos países por meio de seu exército privado, como uma tentativa de apoiar um golpe na Líbia e de supostas ligações com o Grupo Wagner. Prince deixou o comando da Blackwater em meados de 2010, mas mantém atuação no mundo dos mercenários.
Fonte: Metrópoles