Botafogo, que se enfrentam hoje, às 19h, em São Januário, começam a semana bem mais pressionados do que terminaram a última. Não só pelos resultados de concorrentes no que disputam, mas pelo título inédito da Libertadores conquistado pelo Fluminense, rival histórico da dupla.
A conquista do tricolor reverbera os últimos anos de pouco brilho do cruz-maltino e principalmente do alvinegro, agora o único dos 12 grandes do Brasil sem o troféu continental.
Sem grandes conquistas no século — o Vasco venceu uma Copa do Brasil, em 2011 — e com sete rebaixamentos somados, os times se enfrentam numa partida fundamental para seus respectivos futuros a curto e médio prazos, em relação ao Campeonato Brasileiro, e no longo também, pensando no que esses resultados podem significar na próxima temporada.
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Para o Botafogo, o título pode concretizar o início de uma nova era com a já estruturada SAF. Já para o Vasco, um novo e inesperado rebaixamento poderia definir as diretrizes do clube sob o comando da 777 Partners.
O alvinegro busca uma reação mais do que necessário nos quesitos pontuação e anímico, após a derrota na virada histórica por 4 a 3 para o Palmeiras.
No sábado, os paulistas venceram o Athletico por 1 a 0 e igualaram os 59 pontos do Botafogo, que viu também o Bragantino encostar, com 58, após bater o Corinthians ontem por 1 a 0. Existe a dúvida de como o time vai reagir psicologicamente depois de um revés tão conturbado. Na ponta do Brasileirão desde a terceira rodada, essa é a primeira vez que o time vê a liderança de fato em risco.
— O grupo demonstrou até hoje uma capacidade de reação. O jogo (de quarta) mostrou o potencial, apesar do resultado negativo no final. Nós temos condições. Temos a liderança e precisamos voltar a vencer para continuar nessa margem.
Diminuiu um pouco, mas temos confiança no grupo. Sabemos o que precisamos ajustar para que não ocorram situações como essa — falou o técnico Lucio Flavio.
Para conseguir a vitória e retomar a confiança, o treinador precisará solucionar alguns problemas que tem no time titular. Além de Adryelson, expulso contra o Palmeiras, o Botafogo também não terá Víctor Cuesta e Marlon Freitas, que cumprem suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Assim, Philipe Sampaio e Bastos devem formar uma dupla de zaga 100% reserva, e Danilo Barbosa deve integrar o meio com Tchê Tchê e Eduardo. Dos últimos seis jogos no Brasileiro, o Botafogo venceu apenas dois.
O Vasco, por sua vez, chega para a partida em um momento melhor, mas correndo um risco muito maior que o rival. Na última rodada, o cruz-maltino venceu o Cuiabá por 2 a 0, fora de casa, com o brilho de Gabriel Pec e Orellano, que pode ser um reforço caseiro importante para essa reta final de Brasileirão. Ainda assim, o time está a três pontos dos primeiros times fora da zona do rebaixamento: Cruzeiro, Bahia e Santos, que também joga hoje, contra o Cuiabá na Vila Belmiro.
— Estamos lutando e vamos lutando até o final. Vai ser difícil para todos os adversários que nos enfrentarem, porque vamos dar a vida — diz Ramón Díaz.
Uma derrota no clássico pode complicar demais a vida do time de Ramón Díaz no campeonato e, numa visão macro, o planejamento do ano que vem. Aprovada pelo clube com a esperança de que, com a sua vinda, chegariam ao fim os tempos sombrios de luta contra o rebaixamento, a 777 Partners tem sofrido críticas por sua administração do Vasco.
Não à toa, o time batalha para não cair para a Série B pela quinta vez na sua história. Em caso de nova ida para a segunda divisão, a receita do clube cairia consideravelmente.
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Em campo, Ramón Díaz poderá contar com o retorno do artilheiro Vegetti, que cumpriu suspensão contra o Cuiabá. Por outro lado, o atacante Rossi, com lesão na coxa direita, e o meia Marlon Gomes, com problema na coxa esquerda, devem seguir fora. A dupla será reavaliada antes do clássico, mas é improvável que tenham condições de jogo.
Fonte:Extra