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Prévia da inflação de agosto desacelera a 0,19%, diz IBGE
Foto: Reprodução

Número veio praticamente em linha com o esperado pelo mercado, que calculava alta de 0,20% para o período

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação de agosto, ficou em 0,19%, após taxa de 0,30% registrada em julho. O número veio praticamente em linha com o esperado pelo mercado, que calculava alta de 0,20% para o período, segundo pesquisa da Reuters. Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 4,35%, abaixo dos 4,45% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2023, a taxa foi de 0,28%.

 

Os números divulgados hoje pelo instituto apontam que a maior variação (0,83%) e o maior impacto (0,17 ponto percentual) vieram do grupo Transportes. Na sequência, destacam-se os grupos Educação (0,75% e 0,05 p.p.) e Artigos de residência (0,71% e 0,03 p.p.). “A pequena queda na taxa de inflação juntamente com as perspectivas de um corte de taxa pelo Fed no mês que vem significa que o Copom provavelmente deixará as taxas inalteradas (em vez de aumentá-las) no mês que vem”, disse em nota a economista de mercados emergentes da empresa de pesquisa econômica Capital Economics, Kimberley Sperrfechter.

 

Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, destacou ainda a desaceleração dos núcleos de inflação, que desconsideram preços mais voláteis, e dos serviços.

 

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“Em linhas gerais, o que tivemos hoje foi uma inflação que, ainda que com alguns pontos de pressão, trouxe uma composição benigna”, afirmou. “Neste sentido, se o próximo IPCA vier com uma leitura parecida com a prévia de hoje, talvez fique um pouco mais difícil justificar novas altas na taxa Selic.”

 

O Comitê de Política Monetária voltará a se reunir em 17 e 18 de setembro e autoridades do BC já afirmaram que não hesitarão em subir os juros se necessário, em meio à piora das expectativas de inflação, ainda que tenham destacado uma melhora do cenário externo desde a reunião anterior, no fim de julho.

 

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O Federal Reserve, banco central dos EUA, já sinalizou explicitamente que deve cortar os juros em setembro, o que tem alimentado o apetite a risco dos investidores, contribuindo para uma valorização cambial em mercados emergentes como o Brasil. 

 

Fonte: CNN

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