Estimativa para dólar em 2025 também é reduzida
O primeiro Boletim Focus, do Banco Central, do ano traz pequenos ajustes nas perspectivas do mercado. Étore Sanchez, economista chefe da Ativa Investimentos, pontua a redução na perspectiva de IPCA de 2024 de 3,91% para 3,90% e a projeção para o câmbio do término de 2025 que caiu dois centavos, para R$5,03. A previsão de crescimento da economia se manteve em 1,52%.
Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, diz que a redução da previsão do IPCA, embora pequena, é uma boa notícia:Quem está ajudando essa desaceleração do Focus 2024 no IPCA semana a semana é a parte de bens industriais e preços administrados. O câmbio também está ajudando bastante.
Além disso, a inflação lá fora quando a gente pensa em preços ao produtor, Estados Unidos, Europa e, principalmente, a Ásia está desacelerando bastante. Era esperado que essa desaceleração que ocorreu entre 2022/23 terminasse, mas parece que está tendo uma nova rodada de desaceleração e isso está ajudando essa parte de bens industriais no IPCA a desacelerar e se reflete na inflação de forma geral. Esse é um Focus para a gente guardar, de que hoje a inflação de 2024 está sendo revisada para baixo por todo mundo.
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Em seu relatório, o Goldman Sachs pondera, no entanto, que a as expectativas de inflação para o fim de 2024 permanecem 90 pontos base acima da meta e para 2025 e 2026 também permanecem estagnadas 50 pontos base acima do ponto médio de 3%. Na avaliação do banco isso " provavelmente reflete a expectativa de que o governo não cumprirá as metas fiscais anunciadas , está inclinado a acomodar a inflação acima da meta, e que as próximas mudanças na composição do Copom poderão torná-lo mais pacífico."
Sanchez, da Ativa, estima que as projeções do BC para o IPCA permanecerão em 4,6%, 3,5% e 3,2%, respectivamente para 2023, 2024 e 2025. Em relação às projeções mensais de inflação, o mercado manteve a projeção de 0,40% para dezembro e 0,36% (-1bp) para janeiro de 2024. As estimativas da Ativa para dezembro estão em 0,52% e elevação de 0,49% para janeiro.
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Já o Goldman Sachs chama atenção para o fato de que a expectativa para o saldo fiscal primário de 2023 piorou em 10 pontos-base para -1,5% do PIB (déficit fiscal nominal de -8,3% do PIB)." O mercado prevê déficits fiscais primários até 2026 (déficits fiscais nominais globais acima de 6% do PIB até 2025), contrariando as metas do governo de aumento dos excedentes e atestando a baixa credibilidade e o fraco efeito de ancoragem do novo quadro fiscal. A trajetória esperada da Selic para o final de 2024/25/26 permaneceu em 9%/8,50%/8,50%", diz o relatório do banco americano.
Fonte: R7