Participação nas eleições deste domingo foi de 67%, a mais alta registrada durante um segundo turno em mais de 40 anos e ligeiramente maior do que no primeiro turno
O primeiro-ministro da França, Gabriel Attal, anunciou, na tarde deste domingo, que deixará o cargo na segunda-feira. A decisão foi anunciada pouco depois da divulgação das projeções iniciais das eleições legislativas no país. Nas pleito deste domingo, o bloco de esquerda Nova Frente Popular se consolidou como o maior do Parlamento da França. A extrema-direita liderada pelo Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen e Jordan Bardella, ficou em terceiro lugar, segundo as projeções, atrás do bloco do presidente Emmanuel Macron.
Os franceses votaram de maneira contundente: a participação foi de 67%, a mais alta registrada durante um segundo turno em mais de 40 anos e ligeiramente maior do que no primeiro turno.
Segundo as projeções, a Nova Frente Popular, de esquerda, deve ter entre 172 e 192 cadeiras na Assembleia Nacional, enquanto a aliança Juntos, de Emmanuel Macron, terá entre 150 e 170 cadeiras. O Reagrupamento Nacional, que esperava ter a maioria absoluta após o bom desempenho no primeiro turno, ficará com entre 132 e 152 — o número inclui membros do partido O Republicanos que seguiram o pedido do contestado presidente da sigla, Eric Ciotti, para unirem forças com a extrema direita. O partido, por si só, terá entre 57 e 67 cadeiras, apontam as projeções.
Veja também

Milhares protestam nas ruas de Israel por retorno de reféns
Após projeções iniciais, Jean-Luc Mélenchon, líder do partido A França Insubmissa, disse que esquerda estava pronta para governar e pediu a saída do premier.
Bardella, vencedor das eleições europeias na França, era cotado como futuro premier, caso uma vitória da extrema direita de fato se concretizasse — o que não aconteceu. Chamado de "ciborgue" pela sua disciplina e método, ele é visto como o substituto natural de sua mentora Marine Le Pen e filha do veterano líder ultraconservador Jean-Marie Le Pen.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
— Essa noite houvesse um regresso na política francesa. Esses acordos eleitorais jogaram a França nos braços da extrema esquerda. Com isso, o RN, largamente à frente no primeiro turno e nas eleições europeias, representam a vitória de amanhã — disse Bardella, classificando o corredor sanitário contra a extrema direita de "aliança da desonra". — O RN encarna mais do que nunca a única força que pode reconstruir a França. Os arranjos eleitorais de um Palácio do Eliseu isolado e uma extrema esquerda incendiária não levarão o país a lugar algum.
Fonte: O Globo