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Primeiro-ministro de Israel visita a fronteira com o Líbano em dia de ataques do Exército contra posições do Hezbollah
Foto: Reprodução

Esta é a segunda vez que o premier Benjamin Netanyahu visita a região fronteiriça em menos de um mês; campanha militar no país vizinho foi intensificada em setembro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou a fronteira com o Líbano neste domingo, informou seu escritório em comunicado. A presença do premier na região ocorreu enquanto o Exército israelense continuava a bombardear posições do grupo xiita Hezbollah no sul libanês. Esta é a segunda vez que Netanyahu visita a região fronteiriça em menos de um mês.

 

Israel deu início a uma campanha militar intensificada contra o Hezbollah em setembro, quase um ano após o grupo começar a disparar foguetes quase diariamente contra Israel em solidariedade ao grupo terrorista Hamas pela guerra em Gaza. Desde então, a ofensiva israelense já deslocou mais de um quinto da população do Líbano, e mais de 1,9 mil pessoas morreram nesse período. Segundo o Exército de Israel, 38 soldados morreram desde o início das operações terrestres.

 

Também neste domingo, autoridades israelenses relataram que “vários projéteis” foram disparados do Líbano em direção a Israel. Alguns foram interceptados e outros caíram em áreas desabitadas, segundo as Forças Armadas israelenses. Mais cedo, o Exército do Estado judeu emitiu um novo alerta de retirada para a população de algumas áreas da região de Baalbek, no leste do território libanês.

 

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“Você está atualmente próximo de instalações e ativos vinculados ao Hezbollah, que as Forças Armadas de Israel têm como alvo”, publicou no X o porta-voz em árabe do Exército de Israel, Avichay Adraee. “Para a sua segurança e a de seus familiares, vocês devem sair imediatamente do edifício [indicado] e os adjacentes, e manter distância de pelo menos 500 metros durante as próximas quatro horas”, continuou.

 

O Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque israelense matou três pessoas perto da cidade de Sidon, no sul, neste domingo, enquanto mais bombas caíram no leste. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) relatou outro ataque israelense ao sul de Sidon, na cidade de Ghaziyeh. Esse ataque atingiu um edifício residencial, e uma criança foi resgatada dos escombros.

 

A NNA também informou que outros ataques israelenses ocorreram perto de um hospital em Tebnin, uma cidade no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano. O prefeito de Tebnin declarou à agência de notícias AFP que o hospital sofreu danos significativos.

 

Grupos alinhados ao Irã no Iêmen, Iraque e Síria também foram atraídos para o conflito, e o próprio Irã e Israel realizaram ataques mútuos, aumentando os temores de um conflito ainda mais amplo. No sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu Israel e os Estados Unidos de que eles “definitivamente receberão uma resposta” por ataques ao Irã e a seus aliados. O Estado judeu alertou Teerã para que não responda ao seu ataque de 26 de outubro.

 

Bombardeiros B-52 americanos chegaram ao Oriente Médio, informou o exército dos EUA no sábado, como parte de reforços enviados à região em um alerta ao Irã. Os Estados Unidos — maior fornecedor de armas e aliado diplomático de Israel — anunciaram na sexta-feira que estavam enviando os bombardeiros, caças e aeronaves de reabastecimento e destróieres de defesa antimísseis balísticos para a região.

 

Ainda neste domingo, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, anunciou que seu país entregou uma carta às Nações Unidas pedindo, junto de outros 51 países e duas organizações, a suspensão da entrega de armas a Israel.

 

Em Djibouti, onde se encontra para uma reunião Turquia-África, ele afirmou que o documento foi entregue no dia 1º de novembro. Entre as nações que assinaram a carta estão Brasil, Arábia Saudita, Argélia, China, Irã e Rússia. Também assinaram a Liga Árabe e a Organização para a Cooperação Islâmica.

 

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— Devemos repetir em toda oportunidade que vender armas para Israel significa participar de seu genocídio — disse o ministro, reforçando que a carta foi uma “iniciativa da Turquia”.

 

Fonte:O Globo

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