Ex-senador concorre à prefeitura de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e declarou patrimônio de R$ 1,5 milhão; seus bens registrados há dois anos somavam R$ 3,6 milhões
Candidato à prefeitura de Corumbá, na região do Pantanal no Mato Grosso do Sul, o ex-senador Delcídio Amaral usa as eleições municipais como mais uma tentativa de retornar à política. Primeiro delator durante a operação Lava-Jato, Delcídio tentou ir às urnas em 2018, para o Senado Federal quando terminou inapto, e em 2022, em uma postulação de deputado federal que não angariou votos suficientes.
Há dois anos, contudo, o ex-senador indicou um patrimônio de R$ 3,6 milhões (valor corrigido pela inflação). Neste ano, afirma ter perdido mais de R$ 2 milhões neste período: diz ter R$ 1,5 milhões em bens. As principais diferenças dizem respeito à aplicações financeiras: antes, ele tinha um depósito judicial de mais de R$ 1,7 milhões em sua conta, enquanto hoje seus investimentos se restringem a R$ 217 mil voltados à infraestrutura e gado de uma fazenda.
Os imóveis permanecem os mesmos: terras pastáveis em Corumbá, um terço do Rancho do Vale II, quatro lotes em Caldas Novas, um terço de uma fazenda, um flat e um apartamento em Florianópolis, capital de Santa Catarina.
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A impugnação em 2018 se deu justamente pela condenação durante a Lava-Jato. Na ocasião, sua candidatura terminou indeferida por não se enquadrar na Lei da Ficha Limpa. Em novembro de 2014, Delcidio foi preso acusado de obstruir as investigações. Ele foi solto em fevereiro do ano seguinte.
Após sua soltura, em abril de 2015, terminou líder do governo Dilma Rousseff (PT). O ex-senador foi acusado de ter recebido US$ 1 milhão em espécie do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, pela compra da refinaria de Pasadena.
A sua delação premiada foi feita em fevereiro de 2016 e irritou o núcleo político. Em maio daquele ano, teve seu mandato cassado e se mudou para Corumbá, onde tenta se eleger prefeito oito anos depois.
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No ano passado, ele foi condenado a pagar R$ 10 mil ao presidente Lula (PT) por danos morais. Sem provas, Delcidio acusou Lula de tentar obstruir a Justiça após a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Fonte: O Globo