Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Indígenas e ribeirinhos amazonenses graduados em diversas áreas concluídas em universidades de renomes no País e que retornaram às aldeias de origem, afirmam que voltaram a sonhar com a retomada de novos e antigos territórios, atualmente, dominados por não-indígenas e por parte do agronegócio em terras da União.
Com a chegada do presidente Lula ao terceiro mandato, segundo disseram eles, “agora, os sonhos de nossos antepassados, muitos dos quais assassinados enquanto dormiam, poderão se tornar realidade e nos será possível questionarmos o fim da usurpação de nossos direitos previstos na Constituição de 88”.
O grupo de jovens acadêmicos, ressaltaram que duas terças partes do grupo pretende suceder os pais, tios e avós no Cacicado. E só afora, empoderados, também, com a criação e funcionamento do Ministério dos Povos Originários, “é que acordamos para questionar de frente todo branco e/ou estrangeiro que se apossou de nossos territórios”.
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Segundo um dos interlocutores, 26, ele garantiu que “há, ainda muito medo e tensão no meio indígena, de virmos a morrer e nossas mortes não sejam investigadas pelas autoridades”- a maioria delas composta de não-indígenas desde o Brasil Colônia e que passou pelo Império e agora, com a Nova República.
O segundo do grupo, 27, acadêmico em Direito Ambiental, Agrário e Florestal concluído na Universidade Nacional de Brasília (UNB-DF) foi mais além e garantiu, contudo, que, o conceito de reserva dado ainda no regime militar, na verdade, “significa confinamento, puro e simples”.
O terceiro, o antropólogo do grupo se disse indignado com as más políticas públicas voltadas a uma suposta proteção dos direitos dos povos indígenas. Segundo ele, “suposta porque, nenhum ou quase nenhum Cacique aldeado continua não sendo chamado para discutir, propor ou sugerir as mudanças que seu povo exige do Governo, em audiências públicas, como o melhor para o nosso povo”.
As fontes que pediram para que suas identidades sejam mantidas em segredo, por outro lado, garantiram que “só haverá mudanças em nossas vidas, não na vida daqueles que aprenderam a cultura e os vícios sociais e pessoais dos não-indígenas, quando nossa Nação for reconhecida e as leis que nos protegeriam estiverem, verdadeiramente, do nosso lado”.
O grupo anônimo questiona a atuação de órgãos de controle e/ou de cogestão entre estados federados onde a população indígena é predominante, como nos estados do Amazonas, Rondônia, Amapá, Roraima, Pará, Acre, Mato grosso e outras partes do país. Eles citaram, em especial, o município de São Gabriel da Cachoeira, onde “nossos parentes são maioria e o Exército tem um agrupamento só de indígenas prontos para cumprir missões e defender segurança nacional, uma referência mundial em guerra na selva”.
Membros do grupo acreditados em várias mesorregiões e microrregiões das calhas dos rios Madeira, Purus, Rio Negro, Solimões e Javari, durante os fóruns de debate sobre a política indígena ideal aos povos originários no Governo de Transição, em Brasília, fez algumas ponderações sobre o papel constitucional da antiga Funai, Ibama, ICMBIO, Incra, MDA ao Ministério de Justiça sob Jair Bolsonaro.
A esses órgãos, como a antiga Funai foi bastante criticada por ter servidores em disfunção na qual nunca deveriam estar em cargos ou posições estratégicas afetas a indigenistas, antropólogos, analistas, divisão técnica e/ou mesmo de coordenadores, “como vimos no quadriênio 2019-22”, disse um dos interlocutores.
Sobre o assunto, em dossiê elaborado durante a transição por conta da das demoradas nomeações à nova Funai (já em 2023), ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a órgãos veiculados, “pediremos ao presidente Lula que esses órgãos devem ser ocupados por indígenas qualificados e profissionais do próprio quadro da Funai”.
O documento, em especial, faz referência a chefes da Coordenação Técnica Local (CTL) ainda nomeados sob Jair Bolsonaro que, de uma forma e outra, “se quer trataram indígenas com a dignidade que merecem e a todos os cidadãos” (principalmente durante a pandemia do Covid-19 e ameaças por invasores e armadores de pesca nos rios lagos das aldeias).
Segundo a suposta “lista negra ”de denunciados em desfavor de nomeados pelo governo passado (2019-22), dois servidores encabeçariam o topo do ranking para pedidos urgentes de demissão dos quadros da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Nova Funai).
O "PORTAL DO ZACARIAS" teve acesso à lista, nela constam os nomes de um biólogo que desde 2019-22 ocupa a CTL de um município do Médio Purus e outro, o de servidor que assumiu como interino da Coordenadoria Regional da antiga Funai, em Manaus.
Esse último, segundo dirigentes da Associação de Moradores e do ntrno da RDS Piagaçú-Purus (AMEP-P), do Igarapé do Macaco e rio Surara, em Beruri, “foi destacado para um posto de menor importância de uma cidade do baixo Rio Amazonas”.
Contra os dois servidores, de acordo com relatos dos interlocutores, “a dupla é acusada de supostas atividades comerciais com a autoria de planos de manejos de pirarucu, mapará, tambaqui e espécies cobiçadas pelo mercado capturadas em lagos de reservas indígenas e da Reserva de Desenvolvimento Sustentável(RDS) Piagaçú-Purus. O esquema, segundo informações, “funciona modo de suposta gestão entre servidores da Funai e associações de não-indígenas”.
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Maparae outras especies nobresde aldeias e ribeirinhos
As regiões onde o grupo atua e ainda não descoberto, totalmente, pela Coordenadoria Regional da Funai e Ibama, fica em área de proteção ambiental do Purus (Beruri, Tapauá e Anori) e dos municípios de Itapiranga, Silves e Urucará, no médio Rio Amazonas.

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O presidente Lula e os ministros dos Povos Indígenas, Meio Ambiente e Controle do Clima (MMA-CC), a presidente da “Nova Funai” e da Justiça, Sônia Guajajara, Marina Silva, Joênia Uapichana e Flávio Dino, respectivamente, receberão o “dossiê” que aponta a participação de servidores da Funai - com cópias à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e à Polícia Federal (PF-DFD).
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O conteúdo produzido pelos indígenas e moradores de reservas em áreas de proteção ambiental, principalmente, da mesorregião do Purus, Madeira, Rio Negro e rio Amazonas, “está recheado de denúncias e flagrantes de imagens de viagens consideradas secretas, nessa inicial, no tocante a fechamento dos planos de manejo do pirarucu, tambaqui, mapará e outras nobres de 2023-24".
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