Declaração, acompanhada por vídeo de tropas ucranianas se preparando para a batalha, foi divulgada nas redes sociais neste sábado
O principal comandante militar da Ucrânia sinalizou na manhã deste sábado que as forças do país estavam prontas para lançar sua tão esperada contraofensiva após meses de preparativos, incluindo ataques recentemente intensificados a alvos logísticos, bem como estratagemas e desinformações destinadas a manter as forças russas no limite.
“É hora de recuperar o que é nosso”, escreveu o comandante militar supremo da Ucrânia, general Valeriy Zaluzhnyi, em um comunicado.
A declaração contundente, acompanhada por um vídeo habilmente produzido de tropas ucranianas se preparando para a batalha e divulgado nas mídias sociais, parecia destinada a reunir uma nação cansada de 15 meses de guerra e aprofundar a ansiedade nas fileiras russas. Mas o general Zaluzhnyi não deu nenhuma indicação de onde e quando as forças ucranianas podem tentar romper o domínio da Rússia em território ocupado.
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Outros altos funcionários ucranianos também sugeriram que a contra-ofensiva era iminente.
Oleksiy Danilov, chefe do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, disse à BBC em entrevista divulgada neste sábado que as forças de Kiev estavam "prontas" e que um ataque em grande escala poderia acontecer "amanhã, depois de amanhã ou em uma semana".
A Ucrânia passou meses acumulando um poderoso arsenal de armas fornecidas pelo Ocidente e treinando dezenas de milhares de soldados em manobras ofensivas sofisticadas para a campanha, que analistas militares sugeriram que provavelmente se concentrará nas áreas ocupadas pela Rússia no Sul e Leste da Ucrânia.
Não houve indicações públicas de movimentos de tropas em larga escala ao longo da vasta linha de frente na manhã deste sábado. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia se engajaram em campanhas informativas robustas usando vídeos e mídias sociais durante a guerra.
Nos últimos dias, o ritmo e o alcance dos ataques nas profundezas do território controlado pela Rússia aumentaram. Embora os militares da Ucrânia não tenham reivindicado explicitamente a responsabilidade, representantes russos locais nas áreas ocupadas relataram ataques.
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Aumentando a especulação de que o início de uma contra-ofensiva estava próximo, a internet e as telecomunicações também caíram em algumas partes da Ucrânia ocupadas pela Rússia na sexta-feira.
Fonte: G1