A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou, nesta quarta-feira (11/1), que o Supremo Tribunal Federal (STF) abre um inquérito para apurar o envolvimento de três deputados bolsonaristas recém-diplomados nos atos antidemocráticos que destruíram as sedes dos Três Poderes na Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF) no domingo (8/1).
Os três ocuparão cadeiras na Câmara dos Deputados. Dois dias antes dos atos antidemocráticos, o parlamentar publicou um vídeo no Twitter divulgando o “primeiro ato contra o governo Lula” que ocorreria no fim de semana.
Também publicou uma foto da porta do gabinete do ministro do STF Alexandre de Moraes vandalizada.
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Já Clarissa Tércio publicou no domingo um vídeo no Instagram que instigava os golpistas. “Acabamos de tomar o poder. Estamos dentro do Congresso. Todo povo está aqui em cima. Isso vai ficar para a história, a história dos meus netos, dos meus bisnetos”, afirmou.Silvia Waiãpi, próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chegou a ser nomeada Conselheira Nacional de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos de Damares Alves.
A deputada incentivou os atos por meio de publicações no Instagram em 8 de janeiro. “Povo toma a Esplanada dos Ministérios nesse domingo! Tomada de poder pelo povo brasileiro insatisfeito com o governo vermelho”, escreveu.
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“A estrutura normativa do crime de incitação ao crime de impedir ou restringir o livre exercício dos três Poderes da União, ao nível dos seus pressupostos típicos objetivos, está toda preenchida, sendo desnecessária a demonstração de nexo causal entre o conteúdo da postagem e a situação perigosa que efetivamente conduziu à lesão do bem jurídico tutelado”, argumenta o subprocurador-geral da República Carlos Frederico, que assina a ação.
Fonte: Metrópoles