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Professor é agredido por delegado da Polícia Federal após advertir filho dele em sala; Dino manda investigar
Foto: Reprodução

Integrante da corporação teria xingado, empurrado, esganado e apontado uma arma para o profissional, que havia advertido estudante por falas preconceituosas

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, determinou a abertura de uma investigação depois de um professor do Paraná denunciar ter sido agredido e ameaça por um delegado da Polícia Federal. O caso aconteceu na semana passada, na porta do Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo (Confracarmo), na cidade de Guaíra.

 

O agressor é pai de um estudante da escola que teria sido advertido pelo professor por fazer declarações preconceituosas em sala de aula. O aluno contou o que havia acontecido ao pai, que decidiu ir até a escola. Segundo o "Pragmatismo Político", o homem chegou à instituição dirigindo uma viatura da PF. Depois, xingou, empurrou, esganou e apontou uma arma para o professor, identificado como Gabriel Barbosa Rossi.


— Esse pai chegou na porta da escola perguntando se ele era o professor Gabriel […] meu filho se virou com a mão estendida para cumprimentar, e o pai agarrou o braço dele e começou com as agressões. Deu um mata-leão, asfixiou, deu voz de prisão. Em seguida colocou uma arma na testa dele — contou Maria Helena, mãe do professor, ao "Pragmatismo Político".

 

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O portal de notícias g1 teve acesso a um boletim de ocorrência registrado pelo delegado. Segundo o documento, o professor teria dito que "soltaria fogos de artifício" com a saída do estudante da escola e o teria chamado de "nazista, racista, xenofóbico e gordofóbico", o que o professor nega.

 

Uma guarda da escola, que é particular, interveio, assim como a mãe de outra estudante. Testemunhas teriam dito que adolescente costumava proferir falas preconceituosas e gostava de desdenhar dos educadores. O aluno também já teria sido flagrado fazendo uma saudação nazista na escola, de acordo com o site.

 
— Gabriel chamou a atenção desse aluno em particular e avisou a equipe pedagógica que havia feito essa intervenção. A equipe sabia e conversaria com o pai, caso fosse necessário. O problema é que o pai esperou o professor do lado de fora da escola, armado e com o carro da Polícia Federal. Além de tudo, trata-se de um caso de abuso de poder e mal uso de veículo público — disse Maria Helena.

 
Pelo Twitter, Dino anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso.

 

"Sobre a denúncia veiculada pelo Professor Gabriel Barbosa Rossi, no Paraná, informo que já houve o registro formal e as apurações administrativas serão procedidas na Polícia Federal, visando ao esclarecimento dos fatos e cumprimento da lei", escreveu o ministro.

 

Em nota, o Colégio Franciscano Nossa Senhora do Carmo lamentou "profundamente o episódio violento".

 

"Tal agressão é inadmissível, acima de tudo, em uma instituição de ensino, a quem cabe o mais importante dever social, que é o de educar as crianças e os jovens, preparando-os para o exercício da cidadania", afirmou a instituição, em nota.

 

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Fonte: O Globo

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