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PSOL entra com representação contra candidato bolsonarista que ameaçou jornalista com arma
Foto: Reprodução

Paulo Chuchu (PL) abordou profissional para questionar se ele era petista e mandou ter cuidado com a resposta

O PSOL entrou com uma representação contra o vereador e candidato a vice-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Paulo Eduardo Lopes (PL), conhecido como Paulo Chuchu, por ter ameaçado o jornalista Artur Garcia Rodrigues, do Diário do ABC, durante o exercício de sua profissão.

 

Na ocasião, o vereador questionou, em tom ameaçador, em qual cidade Artur votava e em quem iria votar nas eleições. O jornalista se negou a responder, mas foi novamente pressionado. Dessa vez, Chuchu perguntou se ele "seria petista" e bateu com a mão numa arma que carregava na cintura, afirmando que o jornalista "tivesse cuidado com o que ia responder”.“É melhor tomar cuidado com o que responde.

 

Ainda bem que eu tenho porte de arma", disse o vereador. Na representação, o PSOL afirma que a conduta de Chuchu se caracteriza como "claro abuso de poder e ameaça velada".

 

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"O comportamento do vereador, ao fazer uso da arma de fogo para intimidar e coagir o jornalista, caracteriza-se como uma ameaça grave, uma vez que a exposição pública e a utilização de uma arma visam gerar medo e submissão, o que agrava a conduta e a torna ainda mais reprovável", diz um trecho da decisão.

 

O partido ainda argumenta que o vereador, "ao utilizar sua função pública para portar uma arma de fogo em um local público sem necessidade legítima, infringiu princípios basilares de ética e decoro parlamentar". O PSOL também acrescenta que o comportamento de Chuchu se constitui como "abuso de autoridade, pois a posse e o uso de arma de fogo em uma situação que não justifica tal conduta violam os princípios estabelecidos na Lei nº 13.869/2019, que trata dos crimes de abuso de autoridade".

 

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Com base nos fatos expostos, o PSOL pede que um inquérito policial seja instaurado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo para apuração do ocorrido. Além disso, pede que o caso seja encaminhado à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo para a apuração da violação de decoro parlamentar. 

 

Fonte: Revista Forum

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