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Quac: Moro tem que corrigir Globo sobre discurso após manter mandato
Foto: Reprodução

O ex-juiz obteve primeira vitória e permanece no Senado; caso deve ir para o TSE

Na noite de terça-feira (9), o ex-juiz e senador Sergio Moro (UB-PR) obteve sua primeira vitória na Justiça, pois o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná formou maioria contrária à cassação do seu mandato por abuso de poder. O caso deve seguir para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Após a decisão do TRE-PR, Sergio Moro deu uma entrevista coletiva para comentar a decisão dos magistrados e declarou que "há juízo em Curitiba. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, em julgamento técnico e impecável, rejeitou as ações que buscavam a cassação do mandato de senador que me foi concedido pela população paranaense. (...) O TRE preservou a soberania popular e honrou os votos de quase dois milhões de paranaenses".

 

Na noite desta terça-feira (9), o ex-juiz e senador Sergio Moro (UB-PR) obteve sua primeira vitória na Justiça, pois o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná formou maioria contrária à cassação do seu mandato por abuso de poder. O caso deve seguir para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  

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Após a decisão do TRE-PR, Sergio Moro deu uma entrevista coletiva para comentar a decisão dos magistrados e declarou que "há juízo em Curitiba. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, em julgamento técnico e impecável, rejeitou as ações que buscavam a cassação do mandato de senador que me foi concedido pela população paranaense. (...) O TRE preservou a soberania popular e honrou os votos de quase dois milhões de paranaenses".

 

Porém, um fato inusitado ocorreu na noite desta terça-feira, pois Sergio Moro foi na publicação da Globo News corrigir o texto da emissora que, na abertura, está "há juízo em Curitiba...". O ex-juiz, então, faz uma correção: "há juízes...".

 

A reportagem da Fórum escutou seguidas vezes para tentar descobrir quem errou na concordância, se a Globo News ou o ex-juiz Sergio Moro. O fato é que não dá para saber, visto que, ao iniciar sua fala, é impossível entender "se há juízo" ou "se há juízes".

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) formou maioria na noite desta terça-feira (9) para não cassar o mandato de senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Lava Jato. Ele é acusado de cometer os crimes de abuso de poder econômico e caixa 2 durante a pré-campanha de 2022.

 

Iniciado na segunda-feira da semana passada (1°), o julgamento já tinha registrado o voto do relator, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, contra a cassação. Suspensa com um pedido de vistas, a sessão que analisa a ação contra Moro foi retomada esta semana e já tinha registrados os votos dos desembargadores Guilherme Frederico Hernandez Denz e Cláudia Cristina Cristofani em consonância com o do relator, e dos desembargadores José Rodrigo Sade e Julio Jacob Junior favoravelmente à cassação. O placar ficou 3 a 2.

 

TRE-PR retoma julgamento de ações que podem cassar mandato de Moro | Paraná  | G1

 Foto: Reprodução

 

Nesta noite, o desembargador Anderson Ricardo Fogaça deu o quarto voto para salvar o mandato do ex-magistrado federal, formando maioria e impedindo a cassação do hoje senador. O último voto, que não tem poder para mudar o resultado final do julgamento, proferido pelo desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, está em andamento neste momento e sinaliza que será também contrário à cassação.

 

Um dos impetrantes da ação, o Partido dos Trabalhadores (PT), deverá recorrer da decisão do TRE-PR e acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já a atitude do outro autor da denúncia, o Partido Liberal (PL), ainda é uma incógnita, uma vez que fontes afirmaram a diferentes veículos de imprensa que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria costurado um acordo com as lideranças de sua sigla para que a legenda não recorresse em caso de não cassação.

 

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Vale lembrar que o julgamento do ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol no TRE-PR teve como resultado um placar unânime, por 7 a 0, contra sua cassação, mas que posteriormente foi revertido, também por unanimidade, pelo TSE, que retirou seu mandato. 

 

Fonte: Revista Forum

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