Copa do Nordeste chega à rodada final da primeira fase
Os oitos clubes que disputam as quartas de final da Copa do Nordeste a partir desta terça-feira estiveram envolvidos em decisões nos estaduais no último fim de semana, com definição para sete deles. Somente o Botafogo-PB, que fez o primeiro jogo da final do paraibano com o Sousa, ainda não virou essa chave.
Os resultados nas decisões, claro, trazem suas consequências para a Copa do Nordeste. Há quem chegue fortalecido pela conquista do título, como há quem venha com o peso da obrigação pelo fracasso.
Até que ponto os estaduais podem afetar os clubes nesse momento decisivo na competição regional? Como as equipes chegam para essa fase de mata-mata? É o que analisamos a seguir, time por time.
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A autoridade com quem levou o título alagoano, com duas vitórias sobre o CSA, por 1 a 0 e 3 a 1, confirmou o ótimo momento que vive o CRB na temporada, chegando em alta para enfrentar o Botafogo-PB nesta terça-feira, às 20h, no estádio Rei Pelé. Já são nove jogos de invencibilidade, entre estadual e Copa do Nordeste, sendo seis vitórias. Chega como favorito à decisão, ainda mais por jogar em casa.
Por não ter encerrado a disputa do Paraibano, o Botafogo-PB ainda divide as atenções. No último sábado, o time empatou em 0 a 0 com o Sousa pela primeira partida da decisão. Como a volta será no próximo sábado, o técnico Moacir Júnior estuda como vai montar a equipe. Ele não quis revelar se pretende poupar jogadores, pensando no Estadual. O momento da equipe é bom, com seis jogos de invencibilidade.
O Sport foi superior ao Náutico nos dois jogos da semifinal do Pernambucano, vencendo o primeiro por 2 a 0 e administrando a vantagem no segundo, que terminou empatado em 0 a 0. O time do técnico Mariano Soso segue evoluindo na temporada. Conhecido por não repetir as escalações, no último domingo o fez pela primeira vez, mandando a campo uma formação que já havia sido utilizada em jogo com o Fortaleza.
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Com dez jogos de invencibilidade, o Leão vive a sua melhor série sem derrotas na temporada. Nesse período, porém, teve dois sustos que servem de alerta: os empates com Santa Cruz, na semifinal do Pernambucano, e Murici, na Copa do Brasil. Nos dois casos, foi buscar a classificação nos pênaltis. Atualmente, o Rubro-negro tem todo o elenco disponível, livre de problemas por lesão. O retorno do zagueiro e capitão Rafael Thyere foi um dos destaques das finais do Pernambucano.
A conquista do título cearense sobre o grande rival Fortaleza foi histórica para o Ceará, que impediu o adversário de chegar ao sexto título consecutivo. A vitória veio nos pênaltis, após dois duelos equilibrados, que terminaram em 0 a 0 e 1 a 1. Houve pouco tempo para a festa, porém.
O Alvinegro sabe da dificuldade que será enfrentar o Sport, numa reedição da final da Copa do Nordeste do ano passado, quando ficou com o título. O técnico Vagner Mancini pode trazer do estadual a fórmula usada diante do Fortaleza: Lucas Mugni e Saulo Mineiro foram as novidades do treinador
A derrota nos pênaltis e a perda do hexacampeonato, diante do grande rival, foram duros golpes para o Fortaleza, que ainda não conseguiu emplacar uma boa sequência nesta temporada. A série de jogos tem sido dura. Na última semana, o Tricolor do Pici estreou em sua quarta competição no ano e pela qual volta a jogar nesta quarta, diante do Nacional de Potosí. No fim de semana, vai dar início à quinta, com a estreia no Brasileirão. O tempo até o jogo com o Altos, que só ocorre no dia 20, será essencial para que Vojvoda trabalhe para encontrar o reequilíbrio da equipe.
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O Altos também viveu fortes emoções, mas, no final, o sentimento foi de felicidade. Nos pênaltis, após segurar empate em 0 a 0 com o Parnahyba, foi campeão do Piauiense. O título pode vir dar ânimo novo à equipe, que, apesar da conquista, não vive bom momento. Já são sete jogos sem vitória, sendo seis empates na sequência. Os 11 dias que terá até o confronto decisivo com o Fortaleza servirão para o técnico Flávio Araújo trabalhar a equipe para a difícil missão que será enfrentar o Tricolor do Pici fora de casa.
A perda do título estadual para o rival Vitória aumenta demais a carga que o Bahia carrega nesta temporada. A expectativa por resultados é altíssima diante do alto investimento feito em contratações. Apesar disso, o que se viu foi um Tricolor abaixo do adversário nas duas partidas da final do Baiano. O sinal de alerta está ligado, com o time às vésperas da estreia no Brasileirão.
O objetivo é fazer valer a superioridade que tem demonstrado na Copa do Nordeste, onde fez o maior número de pontos dentre todos os participantes. A entrada de Biel no ataque foi a novidade na decisão do estadual que pode ser trazida para o confronto desta quarta-feira, contra o Náutico, para quem o Tricolor deve repassar a pressão que vem sofrendo.
Engolido pelo Sport principalmente no primeiro jogo da final do Pernambucano, o Náutico tenta se reencontrar. A derrota por 2 a 0 neste confronto causou a queda do treinador Allan Aal, que já vinha em situação insuportável com as más atuações da equipe. Mazola Júnior assumiu e pouco pôde fazer no segundo confronto, quando ficou no empate em 0 a 0.
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Fotos: Marlon Costa
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A baixa expectativa por uma reviravolta no estadual, ao menos, serviu para que a perda do título não fosse tão sentida assim. O que se espera, agora, é que o novo treinador consiga fazer mudanças mais significativas no time, até mesmo porque ele tem reforços à disposição que não puderam jogar o estadual. Sousa e Cléo Silva já entraram nos jogos finais da primeira fase da Copa do Nordeste, enquanto Thiago Lopes e Gustavo Maia estão à disposição para estrear.
Fonte: GE