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Quebra dos sigilos bancários de Moro e Dallagnol na mira do CNJ
Foto: Reprodução

O corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, quer fazer pente fino em R$ 300 milhões movimentados pela operação Lava Jato.

O corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão, pretende fazer uma análise minuciosa em cerca de R$ 300 milhões movimentados por antigos integrantes da operação Lava Jato através de depósitos judiciais.

 

O "pente fino" se dará no âmbito da correição extraordinária na 13ª Vara Federal de Curitiba, que à época da Lava Jato era comandada pelo ex-juiz e atual senador Sergio Moro (UB-PR), e no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

 

Essa análise das movimentações financeiras pode ensejar, inclusive, a quebra de sigilos bancários não só de Moro como de procuradores e ex-procuradores, como o deputado cassado Deltan Dallagnol.

 

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Salomão viaja ainda esta semana para Curitiba para acompanhar os trabalhos de investigação pessoalmente. O corregedor, além da análise dos R$ 300 milhões, quer avaliar os acordos de cooperação internacional e a forma como foram conduzidas as delações premiadas durante a operação Lava Jato.

 

CORREIÇÃO EXTRAORDINÁRIA

 

Acabou na última sexta-feira (2) a correição extraordinária determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para “verificação do funcionamento da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR e dos Gabinetes dos Desembargadores integrantes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região”.

 

O clima na corte é de tensão absoluta. Prevê-se punições, especialmente contra o desembargador Marcelo Malucelli, por sua conduta no caso Tacla Duran e pelas evidências de ação articulada no tribunal com seu consogro, o senador Sergio Moro. Ele pode ser afastado do TRF-4 e está, segundo um desembargador, “em frangalhos”.

 

No caso da 13ª Vara, a expectativa é que ela seja devolvida ao juiz Eduardo Appio. Ele foi afastado depois que saiu a público uma história confusa de aplicação de um suposto trote por Appio em telefonema ao filho do desembargador Marcelo Malucelli, João, que mora com a filha do casal Moro, Júlia. Mesmo que o trote tenha acontecido, seria punível no máximo com uma censura ou advertência e jamais com a remoção.

 

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Reportagem veiculada no dia 5 de junho revela que laudo assinado pelo professor Pablo Arantes, coordenador do Laboratório de Fonética da Universidade Federal de São Carlos (SP) conclui que a voz do tal trote não é de Appio, o que piora ainda mais a situação dos lavajatistas. Espera-se que a correição aponte a perseguição sofrida por Appio. A ele foram negados nos últimos meses tanto o apoio de servidores como de estrutura para dirigir a 13ª Vara. 

 

Fonte:Revista Fórum

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