Flagrante de queimadas ilegais são frequentes
Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Sob gigantescas cortinas de fumaça, a cidade de Lábrea tem amanhecido, diariamente, sob gigantescas cortinas de fumaça.
O quadro vem sendo agravando com a intensidade do número de queimadas na região em série atribuída a pecuaristas do Sul do Estado e região ao longo da BR-230 (antiga rodovia federal Transamazônica), na dupla divisa com a BR-319 em direção ao município de Humaitá e Manaus.
Nessa época do ano, mais precisamente no período da estiagem, o Sul do Estado “sempre é tomado pelo fogo em áreas de fazendas e ocupações irregulares, supostamente, em nome da renovação de plantio e formação de pastos”, disseram moradores do Ramal do Tauaruã, a 45 minutos da cidade de Lábrea.
Veja também


A fumça toma conta de uma parte da cidade de Lábrea
Ao menos uma semana a cidade labrense vem sendo tomada por fuligem sobre as casas e ruas. Os resíduos de mata queimada se espalharam rapidamente em todas as direções pela ação dos ventos. A pior situação, segundo moradores da região central, foi registrada no período de 17 a 21durante ao atendimento da Justiça Federal Itinerante em que a cidade ficou encoberta por densas camadas de fumaça.
De acordo com registros feitos por ambientalistas, o município de Lábrea pode sofrer este ano a pior seca de toda a sua história. A motivação, segundo informações, “é por conta do aumento das queimadas, desmatamentos e extração ilegal de madeira em terras invadidas em desfavor da União”. Além da invasão de territórios indígenas.
Na semana passada, moradores da Estrada do Aeroporto, região de grande concentração de áreas de campo aberto foi a mais afetada na parte urbana. Nesta época do ano, moradores relataram a reportagem que, “não se sabe quando o fogo vai começar e se espalha”. Eles apontaram, no entanto, que, a multiplicação do fogo ocorre devido a falta de pessoal e equipamentos por parte da prefeitura e dos órgãos ambientais.
Especificamente, o município de Lábrea já teria perdido mais de cinco mil campos de futebol para o fogo atribuído ao agronegócio bovino e madeireiro só no Sul do município entre os anos 2019 a 2024 entre os mais de 200 milhões de hectares no Brasil em 39 anos. Extraoficialmente, sabe-se, no entanto, que, nesse período, o Sul e o centro de Lábrea foram os biomas mais afetados por queimadas, desmatamentos, além de ter enfrentado “a maior onda de calor por incêndios florestais”.

Um foco de queimada na zona rural de Lábrea, a fumaça chegou a cidade
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
A reportagem entrou em contato com o Setor de Terras e do Meio Ambiente da Prefeitura de Lábrea, mas, não obteve confirmação desses dados. No entanto, pediu informações aos responsáveis, mas, ninguém quis se manifestar sobre o assunto até o fechamento desta edição.