Baphomet é uma figura enigmática e simbólica que tem sido associada a várias tradições ocultas e religiões ao longo da história. Embora a figura seja complexa e envolvida em muitas interpretações diferentes, vamos tentar explicar de maneira simples e amigável.
O primeiro registro conhecido de Baphomet remonta a 1307, quando os Cavaleiros Templários, uma ordem militar cristã, foram acusados de adorar uma cabeça de ídolo chamada Baphomet. Essa acusação surgiu durante o processo de desmantelamento da ordem pelos reis da França e pelo papa, que tinham como objetivo tomar as riquezas dos Templários. Muitos acreditam que as alegações de adoração a Baphomet foram fabricadas como parte desses esforços para desacreditar os Templários e justificar a tomada de suas posses.
A figura de Baphomet voltou a ganhar destaque no século 19, quando o ocultista francês Éliphas Lévi desenhou a imagem mais famosa e reconhecida de Baphomet, conhecida como “O Bode de Mendes” ou “O Sabá”. Neste desenho, Baphomet é retratado como uma criatura andrógina com cabeça de bode, seios femininos, chifres e uma tocha entre os chifres.
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O corpo é humano, com braços e pernas, e Baphomet é mostrado fazendo o gesto “as above, so below” (assim na terra como no céu) com as mãos, sugerindo uma relação entre o mundo espiritual e o material.
Lévi associou Baphomet ao princípio hermético de equilíbrio entre opostos, como masculino e feminino, bem e mal, luz e escuridão. Ele também relacionou Baphomet à figura do diabo no tarô e à ideia de um “princípio divino” que governa o universo. Para Lévi, Baphomet simbolizava a sabedoria oculta e a busca pela verdade.

No início do século 20, a figura de Baphomet foi novamente reinterpretada por ocultistas, como Aleister Crowley, que incorporou Baphomet em sua própria tradição mística, conhecida como Thelema. Crowley viu Baphomet como uma representação da totalidade do cosmos e como um símbolo da realização espiritual. Ele também o associou ao conceito de “O Grande Trabalho”, que é o processo de se tornar um ser humano totalmente realizado e unificado com o divino.
A partir daí, Baphomet se tornou um ícone comum na cultura ocultista e esotérica, aparecendo em várias obras de arte, literatura e até mesmo em bandas de rock e música heavy metal. Muitas vezes, a imagem de Baphomet é usada como um símbolo de rebeldia e transgressão contra a tradição religiosa e a autoridade estabelecida.

Fotos: Reprodução
No entanto, é importante notar que Baphomet também é frequentemente mal interpretado e erroneamente associado ao satanismo e à adoração ao diabo. Embora algumas tradições satânicas modernas possam incorporar Baphomet como um símbolo, a figura em si tem raízes muito mais complexas e multifacetadas do que simplesmente representar o mal ou a adoração ao diabo. A ideia de Baphomet como uma entidade demoníaca é, em grande parte, uma distorção popular e um mal-entendido do verdadeiro significado por trás do símbolo.
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Além disso, é importante mencionar que o Templo Satânico, uma organização religiosa e ativista contemporânea, usa uma estátua de Baphomet como símbolo de seu movimento. No entanto, a organização não adora o diabo nem Baphomet no sentido tradicional. Em vez disso, eles usam a figura de Baphomet como um ícone de rebelião, liberdade e individualismo, assim como um contraponto às influências religiosas no espaço público e político.
Fonte: Mistérios do Mundo