Oficial com mais de 20 anos de Exército, Mauro Cid foi escalado para a função de ajudante de ordens do ex-presidente pouco antes da posse, em 2018
Tenente-coronel e filho de general que foi colega de turma de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid é ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Oficial com mais de 20 anos de Exército, ele foi alçado ao posto pouco antes da posse do ex-presidente, eleito em 2018.
Mauro Cid concluiu a Academia Militar das Agulhas Negras em 2000. Ele também foi instrutor da própria Academia e fez os principais cursos da carreira militar, como a escola de Comando Estado Maior, tendo sempre ficado entre os melhores da turma, como explicou Guilherme Mazui, repórter do g1 em Brasília em entrevista ao podcast O Assunto de 10 de março de 2023.
"Ele seguiu o passo a passo da carreira de quem pertente, de quem sonha se tornar general, que foi o caso do pai dele, que é o General da Reserva Mauro Lorena Cid, que foi colega de turma do ex-presidente Jair Bolsonaro na AMAN nos anos 70."
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Frequentemente, Mauro Cid era escalado pelo ex-presidente para missões espinhosas, como no caso envolvendo as joias milionárias vindas da Arábia Saudita. Foi o coronel quem articulou tentativas para recuperar os bens que foram retidos pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos.
Nesta quarta-feira (3), Mauro Cid foi preso pela Polícia Federal. Os agentes investigam um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Na avaliação de Andréia Sadi, também em entrevista ao podcast O Assunto, Mauro Cid pode ser considerado a "memória do gabinete presidencial".
"Cid, de fato, se coloca nesse lugar de defensor do presidente. Mas nos últimos dias mudou um pouco de discurso por conta desse escândalo", disse Sadi em entrevista a Natuza Nery.
Como ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid ajudava em lives, filmava o "cercadinho" onde Bolsonaro falava com apoiadores e até encaminhava pagamento de demandas particulares da família do ex-presidente.
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Mauro Cid também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento no vazamento de informações sigilosas de uma apuração sobre um suposto ataque hacker ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: G1