Há 30 anos, a socialite Regina Gonçalves, de 88 anos, chegou a herdar 500 milhões de dólares, joias, relógios, propriedades e obras de arte ao ficar viúva de Nestor Gonçalves, fundador da Copag e fazendeiro, mas, diferente de 1994, ela está com todas as contas bancárias zeradas. Segundo investigação da 12ª DP (Copacabana), além de não ter dinheiro em espécie, ela também está com dívidas de IPTU e de condomínio acumuladas em diferentes propriedades.
Ontem de manhã equipes da 12ª DP realizaram uma operação para prender José Marcos Chaves Ribeiro, ex-motorista da socialite. Ele é acusado de tentativa de feminicídio, cárcere privado, violência psicológica e furto contra a idosa. Ribeiro é considerado foragido. A ação, denominada de "Operação Dama de Ouros", começou na mansão da idosa, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Contra ele foi oferecida uma denúncia do Ministério Público.
— A segunda fase da investigação ainda está muito embrionária. Tivemos acesso a alguns extratos bancários da própria vítima e realmente ela está em uma situação sem nenhum tipo de dinheiro em espécie, as contas estão todas zeradas e tem dívidas de IPTU e condomínio dos imóveis.
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Além disso, muitas joias desapareceram e o José Marcos já foi denunciado por isso. Ainda não sabemos pontuar o valor total do prejuízo, as investigações ainda estão avançando — conta o delegado-titular da 12ª 12, Ângelo Lages. Ela teria dívidas inclusive no imóvel de Angra dos Reis.
Regina tinha uma coleção de obras de arte e quadros nos imóveis que mantém. Na mansão não era diferente. Peças assinadas por Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Abraham Palatnik e Manabu Mabe foram levadas dos cômodos, afirma o empresário e amigo João Chamarelli, autorizado a falar pela família.
A mansão, na Rua Capuri, em São Conrado, acumula uma dívida de mais de R$ 1 milhão em impostos devidos. O advogado Marcelo Coelho Pereira, que representa a idosa, conta que, atualmente, ela tem apenas bens imóveis, como casas e apartamentos. O dinheiro que dispunha em contas bancárias, em mais de uma instituição, foram levados, afirma.
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— A investigação já deixou claro que houve uma dilapidação do patrimônio da vítima, da senhora Regina. Inclusive no imóvel hoje não havia mais quase nada de valor. Então a gente já até fez um desmembramento da investigação. Há um novo inquérito instaurado e a gente vai apurar toda essa questão dessa fraude patrimonial cometida contra a vítima — afirma Lages.
Fonte:Extra