Ator também fala sobre sexualidade e da cobrança que sofreu para se assumir gay
Reynaldo Gianecchini abriu o coração e falou do desafio de viver uma drag queen no musical “Priscilla, Rainha do Deserto”, em cartaz em São Paulo. Aos 51 anos, o ator admite ter dito medo de fracassar e crise de pânico durante o processo de preparação para o trabalho, em que tem que atuar "montado" dançar com um salto alto 15 e cantar.
"O trabalho de ator requer muita coragem. É um desafio gigante, de você se fragilizar e vencer as suas limitações. Eu tive que lidar com muitos medos, quase um pânico mesmo, de fracassar, de não dar conta, de não ser bom o suficiente. Ainda mais que eu comecei e já tinha um barulho enorme de pessoas muito contra eu estar fazendo esse musical. Mexeu demais no meu emocional e na minha segurança. A minha sorte é que a minha coragem é maior que o medo. Porque eu quero vencer esse medo", disse ele, em entrevista ao canal da revista Wow, no YouTube.
"Essa peça, eu realmente fui muito fundo nas minhas questões de tudo: de me sentir aceito e acolhido num mundo do musical, que não é o meu, no mundo da comunidade LGBT, que uma parte dessa comunidade cisma em não me reconhecer", completou o ator, que fez um ensaio ousado na revista, escondendo, nu, escondendo o órgão sexual, como as drags costumam fazer.
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O ator também falou sobre a sexualidade e da cobrança que sempre teve para que ele se assumisse gay.
"Fui muito tempo massacrado com a cobrança da minha sexualidade, falando: 'porque você não fala, não mostra'. E especulavam X, Y, Z da minha vida, quando eu era super quietinho e estava vivendo um casamento (com Marilia Gabriela) que foi tão feliz e maravilhoso, e as pessoas cismavam que aquilo não era verdade. Enfim, não tenho que falar falando sobre isso, não quero convencer ninguém, mas foi muito cruel essa especulação", desabafou.
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"Quando eu terminei meu casamento, me vi solteiro, querendo começar uma nova realidade e entender melhor a minha sexualidade e aí estava todo mundo me oprimindo. E aí eu tive muita dificuldade de viver as minas experiências com essa cobrança. Todo mundo tem o seu tempo para se entender. A gente não pode querer cobrar o tempo de ninguém. Cada um tem seu tempo, e eu respeito o tempo de todo mundo, e quero que respeitem o meu também", disse.
Fonte: Extra