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Ricardo Nunes: PSOL quer que prefeito seja investigado por várias irregularidades
Foto: Reprodução

Atual prefeito e candidato à reeleição pode ser alvo de investigação pelo MPE e MPF por acusações como assédio moral

O prefeito de São Paulo (SP) e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), pode ser alvo de investigação por uma série de irregularidades que incluem assédio moral, violação dos direitos trabalhistas, infrações eleitorais e abuso de poder político.

 

Parlamentares do PSOL entraram com uma representação junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar o prefeito depois de denúncias publicadas pelo Brasil de Fato.O veículo de imprensa progressista publicou matérias nesta quinta-feira (1) em que denuncia Nunes por pressionar trabalhadores a aderirem à campanha dele "sob pena de perderem seus empregos".

 

O pedido de investigação foi formalizado pelos vereadores Celso Giannazi e Carlos Giannazi, juntamente com a deputada federal Luciene Cavalcante, todos do PSOL. O documento foi protocolado a partir de indícios de uso indevido da estrutura pública municipal em benefício da campanha do atual prefeito.

 

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Os parlamentares solicitaram que o MPE e o MPT tomem as providências necessárias para a responsabilização de Nunes em esferas civil, criminal e administrativa, com o objetivo de garantir a integridade das eleições municipais de 2024 em São Paulo.Funcionários das secretarias vinculadas à Prefeitura de São Paulo foram recentemente instruídos a preencher um formulário ligado à campanha de reeleição do atual prefeito, Ricardo Nunes.

 

Segundo reportagem do Brasil de Fato, o questionário enviados aos trabalhadores indagava sobre a disposição de colaborar com a campanha, além de solicitar informações pessoais como participação em redes sociais, filiação partidária e disponibilidade para usar veículos pessoais em ações de campanha.

 

De acordo com um funcionário municipal, que preferiu não se identificar, servidores comissionados foram adicionados compulsoriamente a um grupo de WhatsApp, onde receberam o link do formulário e foram pressionados a completá-lo. Chefias de unidades estariam verificando pessoalmente se os funcionários preencheram o documento e se engajariam nas atividades de campanha.

 

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O funcionário destacou o constrangimento causado pela situação, principalmente porque muitos comissionados são selecionados por sua competência técnica e não possuem vínculos partidários. A reportagem do Brasil de Fato, utilizando um nome fictício, confirmou que o link para o questionário ainda estava ativo e que o preenchimento exige a divulgação de dados sensíveis, como CPF e número de celular. 

 

Fonte: O Globo

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