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Rússia aponta violação de acordo após Turquia devolver prisioneiros do Batalhão Azov à Ucrânia
Foto: Reprodução

Combatentes da milícia de extrema direita, incorporada à Guarda Nacional ucraniana, foram libertos após uma troca de prisioneiros com Kiev, sob a condição de ficarem na Turquia até o fim da guerra

A Turquia foi acusada de violar os acordos existentes com a Rússia — aliada do país — pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, após devolver cinco comandantes do regimento Azov à Ucrânia. Mais cedo neste sábado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em um tuíte que cinco "heróis" estão voltando para casa para "finalmente estar com seus parentes".

 

Os cinco comandantes ucranianos, que atuaram na defesa da usina siderúrgica Azovstal na cidade de Mariupol por meses contra o ataque russo, estavam entre os prisioneiros de guerra trocados entre a Rússia e a Ucrânia em setembro — com a Turquia e a Arábia Saudita envolvidas nas negociações. Os comandantes foram libertados sob a condição de passarem o resto da guerra na Turquia sob a proteção pessoal do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, disse Zelensky na época.

 

— O retorno dos líderes da Azov da Turquia para a Ucrânia nada mais é do que uma violação direta dos termos dos acordos existentes — disse Peskov à RIA Novosti. — Além disso, nesse caso, tanto o lado ucraniano quanto o turco violaram as condições.

 

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Ninguém informou a Rússia sobre a transferência dos comandantes, acrescentou o porta-voz. Moscou classifica o Azov como um grupo terrorista.

 

Fundado durante a guerra do Donbas por neonazistas e ultranacionalistas ucranianos, o Batalhão Azov começou como uma milícia paramilitar e ganhou força ao reconquistar a cidade ucraniana de Mariupol de separatistas russos, em julho de 2014. Em novembro daquele ano, foi incorporado à Guarda Nacional da Ucrânia como uma brigada de assalto. A unidade militar, que luta ao lado das Forças Armadas ucranianas hoje na guerra, se transformou em um movimento político relevante e, em 2016, criou a própria legenda, o Partido do Corpo Nacional, de extrema direita.


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Peskov destacou que há muita pressão sobre Ancara durante os preparativos para a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Vilna, na Lituânia, na próxima semana.

 

— A Turquia, é claro, como membro da Otan, mostra sua solidariedade com a aliança. Entendemos tudo isso perfeitamente bem — disse Peskov (Com Bloomberg). 

 

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Fonte: O Globo

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